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Chanel J12 retorna à sua essência náutica em nova campanha com Gisele

Quando a Chanel lançou o J12 em 2000, a maison francesa não apenas apresentou seu primeiro relógio esportivo unissex, como também redesenhou a própria ideia de luxo aplicada à relojoaria contemporânea. Em um universo historicamente dominado por códigos clássicos e metais preciosos, o J12 surgiu como um manifesto moderno, com sua caixa em cerâmica preta e linhas limpas que evocavam velocidade, precisão e ousadia.

Mais de duas décadas depois, a marca retorna à essência do modelo em uma nova campanha estrelada por Gisele Bündchen e pelo modelo francês Clément Chabernaud. O conceito recupera a inspiração original do relógio, que nasceu do olhar de Jacques Helleu para as silhuetas aerodinâmicas dos iates de competição. A água volta a ser cenário e metáfora, traduzindo movimento, disciplina e serenidade.

Intitulada “In The Greatest Strength Lies Softness”, a campanha posiciona o J12 em um território de equilíbrio entre potência e delicadeza. Gisele surge a bordo de um veleiro, enquanto Chabernaud rema com precisão quase meditativa. A narrativa visual reforça a ideia de um luxo que dialoga com o esporte não como performance exibicionista, mas como estado de presença.

Para Gisele, o projeto ecoa uma transformação pessoal. Após anos no ritmo acelerado da moda internacional, a modelo passou a valorizar uma vida conduzida com intenção. Segundo ela, o J12 simboliza esse deslocamento para uma elegância silenciosa, que combina força, atemporalidade e simplicidade. O relógio acompanha uma mulher que se move com propósito, consciente da beleza que reside na pausa, na respiração e na harmonia entre vigor e suavidade.

Essa dimensão esportiva também se materializa na própria construção do J12. Produzido em cerâmica de alta resistência, o relógio combina leveza e durabilidade com uma tonalidade uniforme que se tornou assinatura da coleção. O design monocromático, quase arquitetônico, reafirma o compromisso da Chanel com inovação técnica e pureza estética.

A campanha dialoga ainda com o apoio da maison à tradicional regata universitária entre Oxford e Cambridge no Reino Unido, reforçando a associação do modelo com o universo náutico e competitivo. Trata-se de uma volta às origens, mas com maturidade. O J12 não precisa provar sua relevância, ele a sustenta pela coerência de seu design e pela permanência de seus códigos.

A relação de Gisele com a Chanel, iniciada anos atrás sob a direção criativa de Karl Lagerfeld, é descrita por ela como construída sobre respeito mútuo e admiração pela excelência artesanal. A maison, segundo a modelo, tem a capacidade rara de honrar sua tradição enquanto se reinventa continuamente. O J12 encarna essa dualidade com precisão quase poética.

Ao retornar ao mar como cenário e metáfora, a Chanel reafirma que o verdadeiro luxo pode ser simultaneamente esportivo e contemplativo. No J12, a força não se impõe, ela se revela na consistência do gesto e na clareza da forma.

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