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No Rio, sete jovens velejadoras aprendem a voar: Mubadala Brazil SailGP abre a terceira edição do Driving Change

De 12 a 16 de outubro, sete velejadoras treinam foil no Rio com mentoria de integrantes do Mubadala Brazil SailGP Team. A terceira edição do Driving Change soma 56 horas de formação e tenta abrir uma porta que a vela de alta performance raramente deixou entreaberta.
Velejadoras durante a 2ª edição do Driving Change, do Mubadala Brazil SailGP Team Velejadoras durante a 2ª edição do Driving Change, do Mubadala Brazil SailGP Team
Registro da 2ª edição do Driving Change (Divulgação/Mubadala Brazil)

WAYFARER · SPORTS | Vela, Rio de Janeiro

Há esportes em que o talento chega cedo e a oportunidade, tarde. Na vela de alta performance, a distância entre as duas costuma ser medida em anos.

É essa distância que o Mubadala Brazil SailGP Team tenta encurtar com a terceira edição do Driving Change: Mentorship & Foiling Clinic Rio. Entre 12 e 16 de outubro, sete jovens velejadoras cumprem 40 horas de treinamento presencial no Rio de Janeiro, das 10h às 18h, depois de 16 horas de mentorias online que ocupam o fim de setembro e o começo de outubro. Somam 56 horas de formação, com foil no centro da agenda.

Cinco dias sobre o foil

A parte presencial tem apoio técnico da Wing Foil Rio e da BRKITE e condução de Bernardo Afonso, sócio da Wing Foil Rio, velejador e instrutor. O programa mistura preparação física, teoria sobre a mecânica do hydrofoil e protocolos de segurança, treinos de equilíbrio com tow-in, prática de wing foil voltada ao tempo de voo e sessões diárias de análise de vídeo e desempenho.

Jovens velejadoras na clínica de foil do Driving Change, no Rio
Registro da 2ª edição do Driving Change · Divulgação/Mubadala Brazil

Participam Catarina Glashester, Duda Serrão, Chiara Lopes Nogueira, Valentina Ruiz Vianna, Maria Clara Theobald Araújo, Sam Clarkson Watson e Sophia Osthoff.

Treino de foil na 2ª edição do Driving Change
Registro da 2ª edição do Driving Change · Divulgação/Mubadala Brazil

Quem ensina

As mentorias online ficaram a cargo de quem vive o SailGP por dentro: Mateus Isaac, grinder, campeão mundial e atleta olímpico; Rasmus Køstner, flight controller; Richard Mason, head coach; e Mariana Britto, diretora de Comunicação, Marketing e Impacto. Os encontros trataram de trajetória, áreas técnicas, mindset de alta performance, comunicação e construção de carreira na vela, dentro e fora d’água.

Conversa entre as jovens velejadoras e integrantes do Mubadala Brazil
Papo entre as jovens velejadoras e os integrantes do Mubadala Brazil · Divulgação/Mubadala Brazil

Queremos que elas consigam enxergar possibilidades reais de futuro dentro do esporte.
Juliana Poncioni, CEO da Nas Marés e líder das ações de impacto do time

De participante a integrante do time

O programa nasceu em 2025, com uma clínica de cinco dias e seis velejadoras. Uma delas, Marina Arndt, voltou ao Brasil para participar e acabou integrando o Mubadala Brazil SailGP Team. Em abril deste ano, durante a primeira etapa do SailGP no país, o projeto ganhou escala: cerca de 24 jovens velejadoras participaram de uma segunda clínica de wing foil no Rio, com Martine Grael, Marco Grael e Paul Goodison.

Marina Arndt, integrante do Mubadala Brazil SailGP Team
Marina Arndt · Divulgação/Mubadala Brazil

A terceira edição é mais estreita e mais funda. Em vez de apresentar a modalidade a muita gente, combina treino técnico e mentoria para poucas, e prevê que as que mais se destacarem sejam direcionadas a programas de desenvolvimento de longo prazo.

Primeira edição do Driving Change, em 2025
1ª edição do Driving Change · Divulgação/Mubadala Brazil

O lugar do impacto

O Driving Change é realizado com a Nas Marés, Purpose Partner do time, e integra o Better Sport, uma das duas áreas da Impact League em 2026. A competição de impacto do SailGP corre em paralelo ao campeonato esportivo e avalia as equipes por suas iniciativas ambientais e sociais: Better Planet cuida de temas como saúde dos oceanos e energia limpa; Better Sport, de inclusão, igualdade e desenvolvimento do esporte.

O time brasileiro tem histórico nas duas frentes. Em 2025, venceu Race to Zero Waste e Breaking Boundaries, esta última com a primeira clínica feminina de foil, e retirou mais de quatro toneladas de resíduos da Ilha da Pombeba, na Baía de Guanabara.

Retirada de resíduos da Ilha da Pombeba, na Baía de Guanabara
Retirada de mais de quatro toneladas de resíduos da Ilha da Pombeba · Divulgação/Mubadala Brazil

Em 2026, ficou em segundo em Better Planet com um projeto na Baía de Guanabara que, em parceria com a WSL, retirou mais de oito toneladas de resíduos, gerou trabalho remunerado para pescadores locais e levou educação sobre os oceanos às comunidades do entorno.

Ação do Mubadala Brazil com a WSL na Baía de Guanabara
Em parceria com a WSL, retirada de mais de oito toneladas de resíduos da Baía de Guanabara · Divulgação/Mubadala Brazil

Na reta final da temporada, o F50 brasileiro tem o britânico Paul Goodison ao leme e a bicampeã olímpica Kahena Kunze de volta como strategist.

Voar, no foil, começa por um gesto pequeno: levantar o casco da água e confiar que o vento sustenta o resto. Por cinco dias, no Rio, sete jovens vão aprender que o mesmo vale para uma carreira.


ProgramaDriving Change: Mentorship & Foiling Clinic Rio (3ª edição)
Datas12 a 16 de outubro de 2026, das 10h às 18h
Formação56 horas: 16 online (fim de setembro e início de outubro) e 40 presenciais
LocalRio de Janeiro
ParceirosNas Marés, Wing Foil Rio, BRKITE

Gabriel Silveirado, para a WAYFARER.

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