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As 10 exposições de design mais incríveis para conferir em 2026

O ano de 2026 desponta como um ano particularmente fértil para o design, não apenas pela quantidade de exposições em cartaz ao redor do mundo, mas sobretudo pela diversidade de narrativas que elas propõem. Dos grandes nomes que moldaram o pensamento moderno às vozes contemporâneas que questionam limites estéticos, culturais e até humanos, o calendário expositivo do próximo ano reflete um campo em constante expansão, atento às transformações sociais, tecnológicas e ambientais do nosso tempo.

Entre retrospectivas aguardadas e projetos conceituais inéditos, os museus assumem um papel de laboratório crítico. O design deixa de ser apenas forma ou função e passa a ser linguagem, manifesto e ferramenta de reflexão. É nesse contexto que surgem exposições que revisitam legados consagrados, como os de Verner Panton, Lella e Massimo Vignelli, Isamu Noguchi e Alessandro Mendini, ao mesmo tempo em que abrem espaço para discursos urgentes sobre identidade, ecologia, som, luz e novas estéticas.

Um dos eixos mais instigantes do ano é a ampliação do olhar para além do humano. Em Roterdã, a exposição Fungi: Anarchist Designers propõe uma inversão radical de perspectiva ao apresentar fungos como agentes criativos capazes de ensinar novas formas de coexistência e colaboração. Ao unir design, ciência e arte, a mostra questiona hierarquias tradicionais e sugere que o futuro do projeto pode estar na observação atenta da natureza e de sistemas não controláveis.

A relação entre design e cidade também ganha destaque. Em Nova York, Isamu Noguchi é revisitado a partir de sua profunda conexão com o espaço urbano, revelando como suas ideias moldaram, e foram moldadas por, uma metrópole em constante tensão entre poder público, arte e vida coletiva. Já em Milão, a trajetória de Lella e Massimo Vignelli reafirma a força de um pensamento rigoroso e atemporal, capaz de atravessar décadas sem perder relevância, influenciando desde objetos do cotidiano até sistemas complexos de comunicação visual.

O design como experiência sensorial aparece de forma contundente em exposições dedicadas ao som, à luz e à cor. Em Nova York, Art of Noise investiga como o design moldou nossa relação com a música ao longo do último século, enquanto em Zurique, Sabine Marcelis transforma luz e pigmento em matéria emocional, criando ambientes que desafiam a percepção e convidam à contemplação. Na Alemanha, a primeira grande retrospectiva de Hella Jongerius revela uma prática profundamente conectada ao fazer manual, à pesquisa de materiais e a um pensamento que valoriza o processo tanto quanto o resultado.

O ano também celebra figuras que expandiram o design para o campo do espetáculo e da performance. Em Londres, Es Devlin ganha sua primeira grande retrospectiva no Reino Unido, evidenciando como cenografia, arquitetura e tecnologia podem criar experiências coletivas intensas, nas quais o público deixa de ser espectador passivo e passa a integrar o próprio espaço narrativo.

Há ainda espaço para o imaginário, o fantástico e o simbólico. Nos Estados Unidos, os Haas Brothers apresentam um universo povoado por criaturas híbridas e formas biomórficas que transitam entre arte, design e artesanato, enquanto em Londres, The Nue Black Aesthetic propõe uma leitura contemporânea e potente do design negro, conectando passado, presente e futuro a partir de identidade, cultura e representação.

Mais do que uma agenda de exposições imperdíveis, o panorama do design em 2026 revela um campo em diálogo constante com as grandes questões do nosso tempo. Ao ocupar museus e instituições ao redor do mundo, essas mostras reafirmam o design como uma prática cultural essencial, capaz de provocar, emocionar e, sobretudo, ampliar a forma como enxergamos e habitamos o mundo.

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