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Rio Fashion Week reposiciona a cidade no calendário da moda

O Rio de Janeiro volta a assumir seu papel histórico como palco de criação e imagem ao receber, entre os dias 14 e 18 de abril, a primeira edição do Rio Fashion Week. Em um movimento que reposiciona a cidade no calendário internacional da moda, o evento propõe uma ocupação simbólica e estratégica de espaços que traduzem a identidade carioca entre o contemporâneo e o patrimônio arquitetônico.

Com desfile de abertura marcado para o dia 14 de abril, a programação se desdobra ao longo de cinco dias com vinte apresentações distribuídas entre o Píer Mauá, onde três armazéns do Porto Maravilha serão transformados em passarelas, e o histórico prédio do Touring, recém-revitalizado. Ícone do Art Déco, o edifício ressurge como cenário que conecta memória e reinvenção, em sintonia com a proposta do evento.

A abertura fica a cargo da Osklen, reforçando a relação entre a marca e a identidade carioca contemporânea. A partir daí, o line-up se organiza como uma leitura consistente da moda brasileira atual, atravessando territórios, linguagens e diferentes gerações de criadores.

No dia 15, entram em cena Aluf, Normando, Salinas e Piet em colaboração com Pool, em uma sequência que evidencia contrastes entre regionalidade, cultura e abordagem urbana. No dia seguinte, Patricia Vieira, Hisha, Handred e Blue Man ocupam a programação com propostas que transitam entre o trabalho autoral, a sofisticação de materiais e a releitura do beachwear.

O dia 17 concentra uma das agendas mais densas, com Angela Brito, Karoline Vitto, Apartamento 03, Helô Rocha, Adidas e Misci. O conjunto revela um recorte que vai do experimental ao esportivo, passando por construções conceituais e narrativas identitárias que têm marcado a nova fase da moda nacional.

O encerramento, no dia 18, reúne Arqgji, Isabela Capeto, Lucas Leão, Dendezeiro e Lenny Niemeyer, compondo um fechamento que equilibra consistência criativa, trajetória e diferentes perspectivas de mercado.

Ao todo, vinte marcas de diversas regiões do país apresentam suas coleções, evidenciando a pluralidade estética e cultural que define o cenário brasileiro contemporâneo. Entre os nomes cariocas, a presença de marcas como Blue Man, Handred, Isabela Capeto, Lenny Niemeyer, Osklen e Salinas reafirma a força criativa do Rio, enquanto labels de outras regiões ampliam o alcance e a complexidade desse panorama.

O Rio Fashion Week se estrutura como um novo eixo de articulação entre moda e cidade. Ao ocupar o Porto Maravilha e resgatar o Touring como cenário, o evento inscreve a criação no espaço urbano e propõe uma leitura atual do Rio, onde estética, cultura e experiência passam a coexistir de forma integrada.

@riofwoficial

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