Nas colinas do West Sussex, o Goodwood Festival of Speed segue como o ritual mais concorrido do calendário automotivo britânico. A cada edição, a subida icônica reúne engenharia de competição, arqueologia mecânica e experimentos de fronteira sob o mesmo céu. Em 2026, o encontro voltou a provar por que continua sendo o termômetro mais preciso do que há de mais relevante no mundo do automóvel.
Entre estreias elétricas, restaurações de museu e máquinas de corrida sem precedentes, oito carros se destacaram do restante e resumem o espírito plural do evento.

Denza Z, a estreia elétrica que chamou atenção
Marca premium da BYD, a Denza escolheu Goodwood para apresentar ao público europeu seu supercarro elétrico Z. Com linhas agressivas e uma proposta de desempenho que rivaliza diretamente com hypercars ocidentais, o modelo reforça a ambição chinesa de disputar espaço no segmento mais rarefeito da indústria automotiva.

Bizzarrini Aperta Lusso, herança italiana revisitada
Poucas marcas carregam tanto mistério quanto a Bizzarrini. O Aperta Lusso, apresentado em Goodwood, resgata a estética atemporal da casa italiana em uma leitura contemporânea, artesanal e rara, feita para colecionadores que valorizam a continuidade de um legado mais do que a novidade pura.

McLaren M6GT, um capítulo raro da história da marca
Antes de se tornar sinônimo de hypercars de rua, a McLaren nasceu nas pistas. O M6GT, projeto pessoal de Bruce McLaren nos anos 1960 e nunca colocado em produção em série, apareceu em Goodwood como lembrete de que a marca de Woking sempre flertou com a ideia de um grand tourer de competição.

McLaren 750S, a linhagem esportiva em sua forma mais recente
Ao lado do capítulo histórico, a McLaren também trouxe representantes de sua linha atual, evidenciando como o repertório da marca equilibra herança de pista e tecnologia de ponta aplicada ao uso diário em alta performance.

Pagani Huayra 70 Derecho, exclusividade em escala mínima
Fiel à filosofia de produção limitada que define a marca de Horacio Pagani, o Huayra 70 Derecho reforça o compromisso da casa italiana com peças únicas e engenharia de precisão, cada exemplar tratado como objeto de colecionador antes de ser tratado como automóvel.

Red Bull RB17, a fronteira entre Fórmula 1 e uso em pista
Projetado sob a supervisão de Adrian Newey, o RB17 leva para a pista soluções aerodinâmicas próximas às de um carro de Fórmula 1, mas destinado a clientes privados. Sua presença em Goodwood reforçou o apetite crescente por hypercars de track day que apagam a fronteira entre competição e coleção.

A soma dessas oito máquinas ilustra o que torna Goodwood um evento sem paralelo: a convivência entre arqueologia automotiva e o experimento mais recente, entre motores de combustão centenários e propulsão elétrica de última geração. Em uma única subida de colina, o festival condensa décadas de engenharia e reafirma por que continua sendo peregrinação obrigatória para quem acompanha de perto a evolução do automóvel.


