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Temple of Ghost está de volta: o Halloween mais exclusivo de São Paulo tem data marcada

O Temple of Ghost está de volta. A Playboy Mansion encontra o Cipriani numa catedral: quinta, 29 de outubro, 22h às 5h, só para quem está na lista. All black ou fantasia. Não existe terceira opção.

WAYFARER · Eventos | São Paulo

Imagine a Playboy Mansion numa noite de Hugh Hefner. Agora troque a piscina por uma catedral e o smoking de veludo pelo salão do Cipriani Wall Street. Acenda quinhentas velas. Convide as pessoas certas. Apague as luzes à meia-noite. Isso é o Temple of Ghost.

O Halloween da WAYFARER está de volta e tem data: quinta-feira, 29 de outubro, das 22h às 5h, em São Paulo. O endereço não tem. Ele chega por mensagem, dias antes, só para quem está na lista. Quem não está, descobre no dia seguinte, pelos stories dos outros.

Metade da cidade vai saber onde foi. A outra metade estava lá.

Temple of Ghost, edição anterior
A coelha que entendeu o dress code

Como nasceu

O Temple of Ghost começou com uma irritação. Em Nova York, o Halloween é a noite mais bem vestida do ano: as pessoas levam a fantasia a sério, levam o salão a sério e levam a si mesmas um pouco menos a sério. Em São Paulo, a mesma data virava uma escolha entre a festa de fantasia descuidada e a festa elegante sem fantasia nenhuma. Gabriel Silveirado, fundador da WAYFARER, decidiu que não ia escolher. Montou a primeira noite como quem monta uma edição da revista: com tema, com direção de arte, com curadoria de quem entra.

Deu certo de um jeito que ninguém tinha combinado. A pista lotou de gente que nunca tinha se fantasiado na vida e apareceu de freira, de coelha, de noiva enlutada. As fotos rodaram a cidade na semana seguinte. E a pergunta que ficou, até hoje, foi a mesma: quando é a próxima.

Temple of Ghost, edição anterior
Orelhas de elfa, olhar de quem manda na noite

Por que ninguém faz igual

Porque não é uma balada com decoração de Halloween. É um templo montado para uma única noite, e depois desmontado. Uma nave central para a pista. Um altar para o DJ. Capelas laterais, quatro de cada lado, que são os oito camarotes. Um Confessionário, onde se diz o que não se diz lá fora. Um Oráculo, que lê a sua noite antes de ela acontecer. Um Portal, por onde se entra e de onde ninguém quer sair. E o Bar do Ritual, onde o drink da noite tem nome e não tem repetição.

A estética é a de dois mundos que nunca se cruzaram: o mármore, o latão e o couro de um clube financeiro de Nova York, e a penumbra, o incenso e o vitral de uma igreja antiga. Cipriani por fora. Gótico por dentro. O resultado é uma festa que fotografa como filme e soa como pecado.

Temple of Ghost, edição anterior
Temple of Ghost, edição anterior

A gata e o anjo de asas negras. Mesma noite, mesma pista.

Meia-noite

Às doze em ponto, a música para. As luzes caem. Um quarteto de cordas entra. O que acontece nos vinte minutos seguintes ninguém filma direito, e ninguém esquece. Depois, o brinde coletivo, no escuro. Depois, a pista reabre, mais pesada do que antes. É o momento que separa quem chegou às onze de quem chegou à uma.

Não é um show. É um ritual, no sentido antigo da palavra: um conjunto de gestos que todo mundo faz junto e que, por isso, vira memória comum. É a parte da noite que as pessoas tentam explicar no dia seguinte e desistem no meio da frase.

A música para. O templo respira. Aí começa de verdade.

Temple of Ghost, edição anterior
Branco, um balão vermelho e nenhuma explicação

All black ou fantasia. Não existe terceira opção.

Ou você entra de preto, da cabeça aos pés, ou entra em fantasia de verdade. Camisa social com uma máscara comprada no caminho não conta. Nas edições anteriores, foram as fantasias que fizeram a noite: coelhas em corset, freiras de salto, anjos de asas negras, noivas enlutadas, uma mulher-gato de couro e um batalhão de vampiros muito bem vestidos. Aqui, o convidado é a cenografia. E a porta percebe.

O preto total não é a opção fácil. É a opção elegante para quem prefere observar. Quem vai de preto compõe o fundo do quadro; quem vai de fantasia é o quadro. As duas coisas precisam existir para a noite funcionar, e as duas são bem-vindas. O que não é bem-vindo é o meio-termo.

Temple of Ghost, edição anterior
Temple of Ghost, edição anterior

Freira e fichada. O manual de São Paulo, página um.

Quem está lá

Até quinhentas pessoas, e nem uma a mais. A lista é feita a mão, como a de um jantar, com a diferença de que o jantar dura sete horas e termina com o sol nascendo. Empresários, criadores, gente de moda, de arte, de restaurante, de noite. Pessoas que se conhecem de vista o ano inteiro e que, uma vez por ano, se encontram atrás de uma máscara. É esse encontro que a WAYFARER produz. A festa é a desculpa.

Os oito camarotes, as Capelas, recebem dez pessoas cada e ficam a meia altura da nave, com vista para o altar e para a pista. São o lugar de quem quer a noite inteira sem a fila do bar. Alguns já estão em conversa com grupos e com marcas; os que sobrarem seguem por ordem de chegada.

Temple of Ghost, edição anterior
Corset coral, camarote cheio

Como entrar

Não há bilheteria aberta. Os convites seguem por lista, e a lista fecha quando fecha. O endereço, as primeiras pistas e a abertura dos últimos camarotes vão aparecer no @wayfarerbr, ao longo de outubro, sem aviso prévio. Quem acompanha, sabe antes. Quem não acompanha, sabe depois.

Até lá, apenas o essencial: 29 de outubro. 22h. São Paulo. Preto ou fantasia.

Temple of Ghost, edição anterior
Temple of Ghost, edição anterior

Caveiras no bar e um recado na parede. See you.

Imagine a Playboy Mansion numa catedral. Agora pare de imaginar. No dia 29, às dez da noite, as portas de um templo se abrem em algum lugar da cidade. Quem estiver na lista vai saber onde. Quem não estiver vai saber que perdeu.

Redação WAYFARER. São Paulo. Fotos: arquivo WAYFARER, edições anteriores.

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