Governos da Europa e dos Estados Unidos iniciaram uma série de operações para retirar cidadãos que permanecem no Oriente Médio após a escalada do conflito na região, que provocou ataques aéreos, fechamento de espaços aéreos e cancelamentos em massa de voos. A interrupção das rotas comerciais deixou milhares de turistas, executivos e expatriados sem alternativas claras para retornar aos seus países.
Autoridades europeias passaram a organizar voos fretados e rotas de evacuação a partir de países do Golfo, enquanto os Estados Unidos recomendaram que seus cidadãos deixem a região o mais rápido possível utilizando meios comerciais disponíveis. Na terça-feira, o Departamento de Estado informou que está trabalhando para mobilizar aeronaves militares e voos charter para auxiliar americanos que desejam retornar ao país.
Segundo o governo americano, voos especiais estão sendo organizados a partir dos Emirados Árabes Unidos, da Arábia Saudita e da Jordânia. Além disso, autoridades estão ajudando cidadãos a encontrar rotas comerciais disponíveis em países como Omã e Egito. Até agora, mais de nove mil americanos já teriam conseguido deixar a região desde o início da crise.

Diversos países europeus também anunciaram operações semelhantes. A França prepara voos para repatriar parte dos cerca de 400 mil cidadãos franceses que se encontram na região do Golfo, com prioridade para idosos, crianças e pessoas em situação de vulnerabilidade. O Reino Unido informou que um voo fretado deve partir de Mascate, em Omã, enquanto a Itália e a Espanha também iniciaram planos para retirar seus cidadãos.
A situação continua sendo marcada por grande incerteza para quem permanece na região. De acordo com a empresa de análise de aviação Cirium, cerca de 18 mil voos com origem ou destino no Oriente Médio foram cancelados desde o início do fim de semana, criando um congestionamento nas poucas rotas ainda disponíveis.
Diante das limitações do transporte aéreo, alguns viajantes passaram a buscar alternativas por terra ou recorrer a empresas privadas de segurança e logística para alcançar cidades onde ainda há voos comerciais operando.
Com aeroportos parcialmente fechados e rotas aéreas restritas, governos e companhias aéreas seguem tentando ampliar a capacidade de transporte enquanto milhares de pessoas ainda aguardam uma forma de deixar a região.