Nota editorial: publicada originalmente em 2017 e atualizada em setembro de 2026.
Toda viagem começa, na prática, diante de uma mala aberta. E a pergunta que decide o humor do embarque é sempre a mesma: o que cabe, quanto pesa, quanto vai custar.
As regras mudaram bastante desde 2017, quando a Agência Nacional de Aviação Civil liberou as companhias para cobrar pela bagagem despachada. Algumas empresas citadas na primeira versão deste texto deixaram de existir, alianças trocaram de membros e as tarifas ficaram mais fragmentadas. O que segue é o essencial para não ser surpreendido no balcão.
A regra de base: o que a Anac garante
A Resolução 400 da Anac, de 2016, continua sendo a referência. Ela assegura ao passageiro o transporte gratuito de uma bagagem de mão de até 10 kg, além de um item pessoal, com dimensões definidas por cada companhia. A mala despachada, desde 2017, é serviço contratado à parte, com peso e preço fixados por cada empresa. O padrão mais comum é de 23 kg por volume.
O tema segue em discussão. Em outubro de 2025, a Câmara dos Deputados aprovou o PL 5041/25, que prevê o despacho gratuito de uma mala de até 23 kg e bagagem de mão de até 12 kg em voos domésticos. O projeto seguiu para o Senado e, até a atualização deste texto, não havia virado lei. Vale acompanhar antes de comprar a passagem.
As companhias: medidas e o que conferir
GOL. A mala de mão deve respeitar 55 x 35 x 25 cm, incluindo rodas e alças. O peso permitido varia conforme a tarifa e a rota. Em 2025, a companhia criou uma tarifa básica para algumas rotas internacionais que permite apenas o item pessoal, que precisa caber sob o assento da frente.
Azul. Mala de mão de até 10 kg, nas medidas de 55 x 35 x 25 cm, e um item pessoal de até 45 x 35 x 20 cm. A companhia afirmou que não cobraria pela bagagem de mão em voos internacionais.
LATAM. As dimensões máximas são de 55 x 35 x 25 cm, incluindo bolsos, rodas e alças. Na cabine econômica, o peso pode chegar a 12 kg nas tarifas elegíveis. Assim como a GOL, a LATAM passou a oferecer em algumas rotas internacionais sul-americanas uma tarifa básica restrita ao item pessoal.
A Avianca Brasil, que aparecia na versão original desta matéria, encerrou suas operações em 2019. As regras dela não valem mais para ninguém.
Peso extra: onde a conta fecha
Excesso de bagagem tem preço que varia por trajeto, tarifa e momento da compra. Quase sempre sai mais barato adicionar a mala no ato da reserva ou pelo aplicativo do que no aeroporto. A regra que vale, no fim, é a que está escrita na sua reserva, e não a da viagem anterior.
Para quem voa com frequência, o caminho mais elegante continua sendo o status em programas de fidelidade e alianças. Os níveis mais altos da oneworld, como Sapphire e Emerald, e os equivalentes da Star Alliance e da SkyTeam costumam incluir franquia adicional de bagagem, com condições que mudam conforme a companhia que opera o voo. Um detalhe que pegou muita gente: a LATAM deixou a oneworld em 2020, e hoje o status da aliança não se aplica automaticamente aos voos dela.
A mala continua aberta sobre a cama, mas agora a pergunta tem resposta. Medir, pesar, ler a própria reserva: três gestos simples que devolvem ao embarque a calma que ele merece.
Redação WAYFARER
