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Forbes elenca os bilionários mais jovens do mundo em 2026

Nunca houve tantos bilionários da Geração Z no mundo. Rodadas bilionárias de investimento, a explosão da inteligência artificial e, em muitos casos, heranças familiares aceleraram a formação de fortunas extraordinárias entre os mais jovens. Segundo a mais recente lista World’s Billionaires da Forbes, 35 pessoas atingiram o patrimônio de dez dígitos antes de completar 30 anos em 2026.

O número representa apenas 1% dos 3.428 bilionários do planeta, mas ainda assim marca um crescimento em relação ao ano anterior. As origens dessas fortunas são diversas e refletem as transformações da economia contemporânea. Entre elas estão desde negócios tradicionais, como redes de farmácias, materiais hidráulicos e indústria pesada, até áreas que simbolizam a nova economia digital, como mercados de previsão e startups de inteligência artificial.

Embora a maior parte desses jovens tenha herdado riqueza familiar, um número recorde de 12 construiu suas próprias fortunas. Muitos deles estão diretamente ligados ao ecossistema tecnológico, especialmente à inteligência artificial, que se tornou uma das principais forças de criação de riqueza da nova geração.

A nova elite do empreendedorismo jovem

Entre os recém-chegados à lista estão três jovens fundadores da startup de recrutamento baseada em inteligência artificial Mercor. Surya Midha, Brendan Foody e Adarsh Hiremath têm apenas 22 anos e um patrimônio estimado em 2,2 bilhões de dólares cada.

O trio criou a empresa para ajudar grandes laboratórios de inteligência artificial do Vale do Silício a recrutar talentos e treinar seus modelos. A trajetória meteórica da startup transformou os três amigos em alguns dos bilionários mais jovens da história.

Midha tornou-se o mais jovem bilionário self-made do mundo, assumindo o título que anteriormente pertencia a Alexandr Wang, fundador da Scale AI. O feito também os coloca à frente de nomes icônicos da tecnologia. Quando Mark Zuckerberg entrou na lista da Forbes pela primeira vez, duas décadas atrás, tinha 23 anos.

Outro destaque da nova geração é Luana Lopes Lara, brasileira de 29 anos e atualmente a mulher bilionária self-made mais jovem do mundo. Ex-bailarina profissional e formada pelo MIT, ela é cofundadora e diretora de operações da Kalshi, empresa especializada em mercados de previsão que permite aos usuários apostar em eventos que vão de resultados esportivos a eleições e premiações culturais.

A empresa alcançou uma avaliação de 11 bilhões de dólares no final de 2025 após uma rodada de financiamento de 1 bilhão de dólares. Lopes Lara detém cerca de 12% da companhia.

Inteligência artificial domina a nova geração de fortunas

Grande parte dos jovens bilionários self-made está ligada ao desenvolvimento de software e ferramentas baseadas em inteligência artificial. Entre eles estão o sueco Fabian Hedin, fundador da startup de programação assistida por IA Lovable, e os criadores da plataforma Cursor, Michael Truell, Aman Sanger e Arvid Lunnemark, todos na casa dos vinte anos.

Esse movimento reforça uma tendência clara do atual ciclo tecnológico. Se a geração anterior construiu fortunas com redes sociais e plataformas digitais, a nova elite bilionária parece emergir a partir da inteligência artificial e de suas aplicações práticas no mercado.

Herdeiros ainda dominam a lista

Apesar do avanço dos empreendedores tecnológicos, a maioria dos bilionários com menos de 30 anos ainda herdou suas fortunas. Entre os exemplos mais emblemáticos está Amelie Voigt Trejes, de 20 anos, atualmente a bilionária mais jovem do mundo.

Ela é herdeira da empresa brasileira WEG, gigante da indústria de motores elétricos fundada por seu avô Werner Ricardo Voigt em 1961. A família permanece como uma das principais acionistas da companhia, cuja produção ultrapassa 21 milhões de motores por ano e atende mais de 135 países.

Outros herdeiros de destaque incluem Clemente Del Vecchio, de 21 anos, ligado ao império global de óculos EssilorLuxottica, e Kim Jung-youn, de 22 anos, herdeira da empresa de jogos online Nexon.

Uma geração global

Entre os 35 bilionários com menos de 30 anos, oito são cidadãos americanos e todos eles construíram suas fortunas por conta própria. Outros três vivem atualmente nos Estados Unidos, incluindo a brasileira Luana Lopes Lara.

A Europa concentra 13 desses jovens magnatas, enquanto seis estão baseados na Ásia. No caso europeu, a maioria herdou participações em empresas familiares, refletindo a tradição de grandes conglomerados industriais e farmacêuticos controlados por dinastias empresariais.

Fortuna coletiva menor, mas mais jovem

Apesar do crescimento no número de jovens bilionários, a fortuna combinada do grupo caiu em relação ao ano anterior. Em 2026, os 35 bilionários com menos de 30 anos acumulam juntos cerca de 92,4 bilhões de dólares.

No ano passado, os integrantes mais jovens da lista somavam 152,3 bilhões de dólares. A diferença se explica principalmente pela saída de alguns herdeiros mais velhos da categoria, que ultrapassaram o limite de idade.

Mesmo assim, o crescimento do número de bilionários antes dos 30 revela uma transformação clara no cenário econômico global. A combinação entre capital de risco abundante, inovação tecnológica e dinastias empresariais consolidadas está criando uma geração que alcança níveis extraordinários de riqueza cada vez mais cedo.

Em um mundo impulsionado por tecnologia e investimentos acelerados, a próxima década promete redefinir novamente quem são os mais jovens integrantes do clube dos bilionários.

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