O Jeep Commander existe para resolver um problema específico: dar ao comprador da marca sete lugares sem obrigá-lo a sair do porte de SUV médio. Derivado do Compass, mas com entre-eixos maior, carroceria mais longa e terceira fileira de bancos, ele é produzido em Goiana, Pernambuco, e tem na versão Limited o ponto de equilíbrio entre equipamento e preço.
O desenho segue a cartilha da Jeep. A grade de sete fendas está lá, mais estreita, ladeada por faróis de LED. As rodas de liga leve e os apliques cromados reforçam o tom mais urbano da versão, e a traseira tem um pequeno aerofólio no alto da tampa. Com 4.769 mm de comprimento e 2.794 mm de entre-eixos, o Commander é visivelmente maior que o Compass, sem chegar ao tamanho dos SUVs de chassi.



Por dentro, a Limited traz bancos e painel revestidos em couro e suede, ajustes elétricos nos bancos dianteiros, airbag de joelho para o motorista e carregador de celular por indução. A central multimídia Uconnect tem tela de 10,1 polegadas, com Apple CarPlay e Android Auto, e há entradas USB distribuídas pelas fileiras. A terceira fileira atende bem crianças e adultos em trajetos curtos. Com os sete lugares em uso, o porta-malas fica em 233 litros; com a última fileira rebatida, chega a 661 litros.
A motorização definiu a Limited em duas fases. O motor 1.3 turbo flex T270, de 185 cv com etanol e 180 cv com gasolina, e 27,5 kgfm de torque, trabalha com câmbio automático de seis marchas e tração dianteira. Nas primeiras linhas do modelo, a Limited também foi oferecida com o 2.0 turbodiesel TD380, de 170 cv e 38,7 kgfm, este sim com câmbio automático de nove marchas e tração 4×4. A partir da linha 2025, a Limited passou a ser vendida apenas com o motor flex, e o diesel ficou restrito às versões de topo.



Na segurança, a Limited traz o pacote de assistências da Jeep, com controle de cruzeiro adaptativo, frenagem autônoma de emergência e assistente de permanência em faixa, além de monitoramento de ponto cego e sensores de estacionamento. A suspensão é independente nas quatro rodas.
Ao volante, a dirigibilidade surpreende para o tamanho do carro. A suspensão absorve bem as irregularidades e mantém a condução suave mesmo em estradas mais acidentadas. A direção elétrica é leve nas manobras e precisa em velocidades mais altas, e o isolamento acústico deixa a cabine silenciosa para todos os ocupantes. A central Uconnect respondeu rápido e tem interface intuitiva.
O consumo é o preço do porte. Pelos números do Inmetro, o Commander T270 faz cerca de 7 km/l na cidade com etanol e entre 11 e 12 km/l na estrada com gasolina. O diesel, mais eficiente, compensava parte da diferença de preço em quem roda muito em rodovia. Nas duas versões, o sistema start-stop desliga o motor em paradas.

O Commander não tenta ser outra coisa além do que promete: um Compass maior, com dois bancos a mais e uma cabine mais bem acabada. Na Limited, essa promessa chega no ponto em que espaço e equipamento ainda cabem no mesmo orçamento.
Ficha técnica: Jeep Commander Limited T270
- Motor: 1.3 turbo flex, quatro cilindros
- Potência: 185 cv (etanol) e 180 cv (gasolina)
- Torque: 27,5 kgfm
- Câmbio e tração: automático de 6 marchas, tração dianteira
- Dimensões: 4.769 mm de comprimento, 1.710 mm de altura, 2.794 mm de entre-eixos
- Porta-malas: 233 litros (7 lugares) e 661 litros (5 lugares)
- Preço: R$ 244.990 (linha 2025, tabela de agosto de 2024)


