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Mês das mulheres: 6 líderes de grandes empresas compartilham os conselhos que marcaram suas carreiras

No mês das mulheres de 2025, seis executivas de banco BV, Omie, Revo, Simpress, Sólides e Superlógica contaram que conselho gostariam de ter recebido no início da carreira.

Por Gabriel Silveirado24 março, 2025

Março, o Mês das Mulheres, convida à reflexão sobre os desafios e conquistas femininas em todas as esferas da sociedade. No mundo corporativo, esse é também um momento para reconhecer trajetórias que transformam, abrir espaço para novas vozes e reforçar o compromisso com a equidade de gênero. Mais do que celebrar feitos, é tempo de compartilhar aprendizados: especialmente aqueles que moldam carreiras e inspiram novas gerações de líderes.

Neste espírito, reunimos seis mulheres à frente de grandes empresas no Brasil (banco BV, Omie, Revo, Simpress, Sólides e Superlógica) para responder a uma única pergunta: qual conselho você gostaria de ter recebido no início da sua jornada profissional? As respostas, repletas de sinceridade, sensibilidade e inteligência prática, revelam nuances de uma liderança contemporânea, mais empática, estratégica e humana.

Aurora Suh, Chief Revenue Officer da Omie, compartilha que, embora tenha aprendido desde cedo o valor da resiliência como filha de imigrantes, gostaria de ter compreendido antes a importância de focar no que está ao seu alcance e encarar as adversidades com responsabilidade emocional. Para ela, evitar conversas difíceis só adia conflitos internos. Colocar para fora o que pesa, com leveza e clareza, fortalece vínculos e abre espaço para relações mais transparentes. Essa percepção, porém, veio acompanhada de um olhar para dentro. Ela descobriu que cuidar de si mesma (com práticas como yoga, sono de qualidade, leitura matinal e momentos com a família) a torna mais forte, centrada e preparada para inspirar outras mulheres a trilharem seus próprios caminhos.

Claudia Furini, diretora de Marketing, Estratégia de Clientes e ESG no banco BV, destaca a importância de acolher as próprias vulnerabilidades. Segundo ela, reconhecer limitações é um ato de coragem e um ponto de partida para o verdadeiro crescimento. Suas palavras sugerem que as fragilidades, quando compreendidas e bem trabalhadas, deixam de ser obstáculos para se tornarem motores de transformação.

Georgia Rivellino, diretora de Marketing e Produtos da Simpress, revela que só mais adiante em sua trajetória entendeu o valor estratégico do networking. Construir uma rede de conexões genuínas, cultivar relações e estar presente nos espaços de troca profissional é, para ela, um investimento essencial para qualquer carreira. Ela enfatiza que relacionamentos não se mantêm por acaso: exigem foco, constância e intenção. Colocá-los na agenda, assim como qualquer compromisso relevante, é sinal de maturidade profissional.

Mônica Hauck, cofundadora e CEO da Sólides, compartilha uma percepção profunda sobre diversidade: a de que, muitas vezes, empreendedores buscam pessoas com perfis semelhantes, mas o verdadeiro valor está na complementaridade. Para ela, reconhecer e valorizar o que é diferente é não apenas um gesto de abertura, mas uma estratégia para inovação. É da pluralidade de ideias, visões e habilidades que surgem as soluções mais criativas e eficazes.

Patrícia Dib, CMO da Revo, traz à tona um tema essencial para quem deseja crescer sem se perder no caminho: o alinhamento de expectativas. Ela recorda que, no início da carreira, buscava entregar tudo com máxima excelência, até perceber que nem todas as tarefas têm o mesmo peso estratégico. Negociar prazos e prioridades com clareza, diz ela, teria evitado episódios de exaustão desnecessária e lhe permitido focar no que realmente impulsiona os resultados.

Já Talita Zampieri, CMO da Superlógica, compartilha dois aprendizados transformadores. O primeiro é sobre a importância de saber pedir ajuda. Com o tempo, percebeu que mentores são grandes aceleradores de carreira, e que muitos profissionais estão dispostos a compartilhar conhecimento, desde que a abordagem seja aberta e sincera. O segundo conselho é um chamado à sororidade no ambiente corporativo. Em um universo ainda dominado por lideranças masculinas, Talita defende que o apoio entre mulheres não é apenas necessário, mas revolucionário. “A competição feminina é um mito que precisamos superar”, afirma. “Quanto mais nos apoiamos, mais longe conseguimos chegar.”

As palavras dessas líderes ecoam como um legado. São reflexões que carregam vulnerabilidade e força, técnica e intuição, pragmatismo e generosidade. Elas lembram que não há uma única rota para o sucesso, mas que ouvir quem veio antes, com atenção e humildade, pode transformar a forma como percorremos o caminho.

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