Nota editorial: publicada originalmente em 2019 e atualizada em setembro de 2026.
Há casas que se escolhem pela paisagem. Esta foi escolhida pelo vulcão.
Em Stromboli, uma das ilhas Eólias, ao norte da Sicília, Domenico Dolce e Stefano Gabbana mantiveram por anos uma casa de verão à beira-mar. Casal por muitos anos e sócios na maison até hoje, os dois colocaram a propriedade à venda em 2019, com pedido anunciado em torno de 7,3 milhões de dólares, pela imobiliária florentina Lionard. O imóvel aparece hoje como vendido.



A casa: três construções, uma só
Por fora, é a arquitetura eólia em estado puro: volumes brancos, cúbicos, terraços abertos para o Tirreno. A villa nasceu da união de três construções típicas da ilha, que somam cerca de 480 m² de área interna e 800 m² de áreas externas, com jardim, varandas e sete suítes. Tem algo raro em Stromboli: acesso direto ao mar. Numa ilha sem aeroporto, chega-se de barco ou de helicóptero, pelo heliponto próximo.
O interior: a Sicília de Dolce & Gabbana
Dentro, a contenção da fachada dá lugar à assinatura da dupla. Quartos luminosos e coloridos, estampas que vão das paredes aos estofados, azulejos de majólica pintados à mão, cortinas de renda, peças feitas por artesãos da região. Cada banheiro tem um estilo diferente. É a mesma Sicília que abastece as coleções da marca há mais de três décadas: barroca, doméstica, devota, generosa na cor.




O vizinho: um vulcão em atividade
O Stromboli é um dos vulcões mais ativos do planeta, em erupção quase contínua há milênios, e é justamente por isso que a ilha fascina. Das pequenas explosões vistas à noite do mar vem o apelido de farol do Mediterrâneo. O anúncio da casa chamava o vulcão de parte majestosa da paisagem. Não é exagero, mas também não é detalhe: episódios mais fortes, como os de 2019, lembram que viver ali é aceitar um vizinho de temperamento próprio.



Uma casa branca, sete suítes, o mar ao alcance da mão e um vulcão aceso no alto. Em Stromboli, Dolce e Gabbana escolheram a paisagem mais dramática da Sicília e a vestiram, por dentro, com a mesma Sicília que desenham.
Redação WAYFARER

