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Tiffany lança coleção que explora transformação e delicadeza da natureza

A chegada da primavera costuma marcar novos ciclos na moda e no design, e é exatamente nesse espírito que a Tiffany & Co. apresenta sua mais recente coleção de alta joalheria. Revelada em 14 de abril de 2026, a Blue Book 2026: Hidden Garden traduz a natureza em uma narrativa sofisticada de movimento, transformação e imaginação, reafirmando o domínio da maison americana na arte de transformar gemas em expressão criativa.

Sob a direção de Nathalie Verdeille, vice-presidente sênior e diretora artística da marca, a coleção encontra suas raízes no legado de Jean Schlumberger, um dos nomes mais emblemáticos da história da joalheria. Seus códigos visuais são revisitados com uma abordagem contemporânea, onde flora, fauna e elementos quase oníricos se entrelaçam em composições que parecem capturar a vitalidade da natureza em constante mutação.

A ideia de transformação percorre toda a coleção. No capítulo Butterfly, safiras padparadscha e safiras de Montana, em estado natural, formam asas delicadas que ganham vida ao lado de diamantes amarelos intensos ou diamantes brancos ovais. Já a proposta Monarch parte de um colar inspirado em um desenho original de Schlumberger, onde uma borboleta surge discretamente entre vinhas e folhagens esculpidas em platina, ouro amarelo 18 quilates e pavê de diamantes. Safiras lapidadas em corte almofada, provenientes do Sri Lanka e de Madagascar, completam a composição. O conjunto é acompanhado por brincos que destacam diamantes de mais de dez quilates, com cor D e pureza interna impecável.

A fauna segue como fio condutor em outras criações. Uma nova interpretação do icônico Bird on a Rock posiciona pássaros ao lado de águas-marinhas brasileiras em tom Santa Maria, com contas de crisoprásio verde vibrante criando contraste. Um dos colares mais marcantes traz uma água-marinha superior a 22 quilates como elemento central. Entre as demais peças, surgem o Paradise Bird, com gemas que vão da opala de fogo mexicana à calcedônia azul etíope, o Parrot, inspirado nos broches da década de 1960 com safiras azuis e roxas, e o Bee, cuja estrutura remete a favos de mel e culmina em um anel com diamante oval de mais de dez quilates, cercado por detalhes sutis que evocam o movimento das abelhas.

No universo botânico, a coleção revela interpretações igualmente refinadas. O design Jasmine resgata uma criação do início dos anos 1960, associada à filantropa Bunny Mellon, e se destaca pelo entrelaçamento em platina combinado a diamantes de altíssima pureza. Já Twin Bud propõe uma leitura escultural de flores prestes a desabrochar, utilizando esmeraldas zambianas naturais ou diamantes lapidados com precisão, envoltos por vinhas sinuosas. Outras linhas, como Bloom, Marguerite e Palm, ampliam essa leitura orgânica com composições que exploram textura, volume e cor.

Mais do que uma coleção, Hidden Garden reforça uma tradição centenária da Tiffany. Em comunicado oficial, o CEO Anthony Ledru destacou o compromisso contínuo da maison com criatividade, excelência técnica e os mais altos padrões de gemologia, ao mesmo tempo em que homenageia o legado de Schlumberger e o projeta para o presente.

No ano anterior, a marca havia mergulhado no universo marinho com a coleção Blue Book 2025: Sea of Wonder, marcada por turmalinas cuprianas de tons azulados e esverdeados e por exemplares raros de Paraíba. Agora, ao voltar seu olhar para um jardim imaginário, a Tiffany reafirma sua capacidade de reinventar referências clássicas com uma linguagem atual, mantendo intacta a sofisticação que define sua identidade.

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