Nota editorial: publicada originalmente em 2019 e atualizada em setembro de 2026.
Tom Ford nunca se contentou com o que encontrava pronto. Nem na pele.
No cinema, na moda ou na beleza, o designer americano construiu uma reputação de exigência quase obsessiva. Quando não encontrou cuidados para a pele à altura do próprio critério, fez o que costuma fazer: criou os seus. Assim nasceu, em 2019, a TOM FORD RESEARCH, linha de tratamento sem distinção de gênero, pensada como um laboratório particular do estilista.

A proposta: ciência a serviço do ritual
No lançamento, Ford descreveu a linha como o encontro entre a ciência da pele e aquilo que realmente importa, com produtos pensados para qualquer tipo de pele e qualquer pessoa. A equipe reunida por ele dedicou um dos primeiros estudos à cafeína e à sua ação sobre o aspecto de energia, hidratação e viço da pele, trabalho apresentado em congresso da Academia Americana de Dermatologia.

Os produtos: dois concentrados
A linha estreou com dois produtos, que seguem no catálogo da marca. O Serum Concentrate combina ácidos glicólico e láctico, para uma esfoliação suave, peptídeos, hialuronato de sódio e cafeína, e promete melhorar textura, tom e a aparência de linhas finas e poros. O Crème Concentrate, de textura rica e leve ao mesmo tempo, aposta em hidratação prolongada e em extratos de algas para acalmar a pele.
No centro da fórmula, um trio de ingredientes: cacau de porcelana branca, variedade rara escolhida pelo teor de cafeína e polifenóis antioxidantes; cafeína; e gyokuro, chá verde cultivado à sombra, o que eleva sua concentração de teanina. Vale a ressalva de sempre: as promessas são da marca, e os efeitos de cosméticos variam de pele para pele. Para rugas e manchas, protetor solar diário e ativos com evidência consolidada, como retinoides, continuam sendo a base recomendada por dermatologistas.

O que mudou: a marca sob novo dono
A TOM FORD BEAUTY já era operada pela Estée Lauder Companies desde o lançamento, em 2006. Em abril de 2023, o grupo concluiu a compra da marca TOM FORD como um todo, num negócio avaliado em 2,8 bilhões de dólares, com a moda licenciada ao grupo Ermenegildo Zegna e os óculos à Marcolin. O próprio Tom Ford deixou o comando criativo da marca em 2023. A linha Research permanece, agora como parte de um portfólio que já não depende do olhar do seu criador.
O estilista saiu de cena; o laboratório ficou. Cacau raro, chá de sombra, cafeína: a assinatura de alguém que nunca aceitou o que encontrou pronto.
Redação WAYFARER

