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Londres, depois que a feira fecha

Carros de arte da Peninsula, a primeira coletiva da Living Gallery do Rosewood, os salões do Dorchester, as mesas e as festas da semana: a Londres da Frieze Week fora dos pavilhões, e como planejar a edição de 2027.
Rolls-Royce envelopado por KOZO na garagem da Peninsula London Rolls-Royce envelopado por KOZO na garagem da Peninsula London
A WORLD WITHIN, DE KOZO, NA GARAGEM DA PENINSULA LONDON. FOTO ROWBEN LANTION, CORTESIA THE PENINSULA LONDON

WAYFARER · Destino | Londres

A feira dura cinco dias. A semana dura a cidade inteira.

Durante a Frieze Week, entre 14 e 18 de outubro, Londres funcionou como um grande anexo de Regent’s Park. Os pavilhões receberam cerca de 95 mil visitantes, mas boa parte do que importou aconteceu em outro lugar: num carro envelopado por um artista estacionado em Hyde Park Corner, numa suíte de 1953 em Park Lane, numa mesa em que o cardápio foi desenhado por uma artista, numa garagem de hotel que virou festa. “Os colecionadores não vão mais às feiras”, disse à Ocula o marchand James Cope. “Mandam o consultor ou compram na pré-venda, uma semana antes.” Se o colecionador encurtou a visita aos estandes, a cidade se encarregou de estender o resto.

Esta é a Londres da semana: onde se dormiu, onde se comeu, onde a noite terminou e como se planeja a próxima.

Rolls-Royce Phantom da frota da Peninsula London envelopado com a obra A World Within, de KOZO
UM DOS ROLLS-ROYCE PHANTOM DA PENINSULA LONDON ENVELOPADO COM A WORLD WITHIN, DE KOZO, NA NOITE DE LANÇAMENTO, 15 DE OUTUBRO. FOTO ROWBEN LANTION, CORTESIA THE PENINSULA LONDON

Dormir dentro de uma coleção

The Peninsula London. A imagem mais fotogênica da semana não estava em nenhum estande. Para a Frieze, o hotel de Hyde Park Corner transformou seis carros da frota, dois Rolls-Royce Phantom, um Bentley Bentayga, um BMW i7, um táxi Austin eletrificado e um LEVC, em uma única obra contínua do artista nova-iorquino KOZO, conhecido pelo microrrealismo. A World Within, feito em parceria com o CART Department, de Larry Warsh, dono de uma coleção com mais de 60 carros de artista, de Haring a Hirst, levou três meses para ficar pronto. As “páginas Peninsula” se desdobram de um carro para o outro e revelam paisagens pastorais inglesas, estátuas, os leões guardiões e o Wellington Arch, tudo no verde que é a assinatura da casa. “Um carro não é uma tela em branco”, disse KOZO. Os carros circulam por Londres até 31 de outubro, e o hóspede pode reservá-los. Para Warsh, o hotel “pareceu o parceiro natural”: quase nenhum carro de arte, lembrou ele, pode ser usado de verdade.

Um carro não é uma tela em branco.
KOZO

Rosewood London. Parceiro oficial de longa data da Frieze London, o hotel de High Holborn abriu sua primeira exposição coletiva na The Living Gallery, programa rotativo de residências. Groundwork, feita com a galeria e consultoria THE TAGLI, reúne doze obras de James Evans, Minye Yue e Charlie Russell, os três escolhidos entre mais de 350 candidatos, espalhadas pela escadaria de mármore e pelos salões do prédio eduardiano. Tudo está à venda. Evans, que recebeu o prêmio de mentoria de 2026, constrói pinturas sobre estruturas de malha e pinho; Yue, coreana formada no Royal College of Art, borda jardins que resistem às leis da natureza; Russell sobrepõe óleo, cera e pó de mármore em interiores de casas operárias. Para quem prefere a arte servida, o chá da tarde inspirado em Monet, criado pelo chef pâtissier Mark Perkins no ano em que se completam cem anos da morte do pintor, sai a 80 libras, ou 108 libras com champanhe. O pacote Artistic London Getaway incluiu suíte, dois ingressos VIP para a Frieze London, motorista até a feira e champanhe na chegada.

Pintura de Charlie Russell na exposição Groundwork do Rosewood London
GLASS STRUCTURE (SUNSET), DE CHARLIE RUSSELL, EM GROUNDWORK, NA THE LIVING GALLERY DO ROSEWOOD LONDON. CORTESIA ROSEWOOD LONDON
Doce inspirado no lago das ninfeias de Monet no chá da tarde do Rosewood London
O LAGO DAS NINFEIAS VIRA SOBREMESA NO CHÁ DA TARDE INSPIRADO EM MONET. CORTESIA ROSEWOOD LONDON

Broadwick Soho. Hotel parceiro oficial da Frieze Masters, o endereço de Noel Hayden no Soho tem uma coleção de cerca de 300 obras, com curadoria de Jonathon Brook, em que Francis Bacon, Bridget Riley e Andy Warhol convivem com nomes emergentes. Os interiores de Martin Brudnizki misturam, nas palavras da casa, o ecletismo do Studio 54 com a intimidade de uma townhouse, e o bar Flute, no terraço, já recebeu Sheryl Crow e Sister Sledge. Durante a semana, o hotel ofereceu 20% de desconto com café da manhã, diárias a partir de 525 libras, e quem reservou suíte ganhou um par de ingressos VIP para as duas feiras. A obra Are you in love? Yes, I’m in London., de Pietro Terzini, segue em exibição até o fim de outubro.

Escadaria do hotel Broadwick Soho, em Londres
A ESCADARIA DO BROADWICK SOHO, HOTEL PARCEIRO DA FRIEZE MASTERS, COM INTERIORES DE MARTIN BRUDNIZKI. CORTESIA BROADWICK SOHO

The Dorchester. Patrocinador oficial da feira, o hotel de Park Lane resgatou uma tradição dos anos 1940, quando as anfitriãs londrinas levaram seus salões para as suítes da casa, e lançou a Salon Series, com curadoria da Ackerman Studios e da CURA Art. A primeira conversa, na segunda-feira da Frieze Week, foi com Valeria Napoleone, que há 28 anos coleciona exclusivamente artistas mulheres, na Oliver Messel Suite, desenhada pelo cenógrafo em 1953, recém-restaurada, com terraço reimaginado por Luke Edward Hall. A série segue em 9 de novembro com Christian Levett, fundador do FAMM, museu de artistas mulheres em Mougins, e em 7 de dezembro com Christina Makris, que discute como hotéis podem se tornar lugares de encontro com a arte. Os ingressos são gratuitos e limitados. Ao lado, no 45 Park Lane, a exposição Great Women Photographers, com Nan Goldin e Tacita Dean, fica até meados de novembro.

Sala de estar da Oliver Messel Suite, no The Dorchester, em Londres
A OLIVER MESSEL SUITE, NO THE DORCHESTER. CORTESIA DORCHESTER COLLECTION

The Lanesborough. Na esquina de Hyde Park Corner, a casa regencial reaberta em 2015 após a reforma de Alberto Pinto tem 93 quartos e suítes, mordomos dia e noite e a Royal Suite, de sete quartos, a maior de Londres. A adega, de 1719, recebe jantares privados para doze pessoas, e o spa ocupa cerca de 1.700 metros quadrados. A coleção de arte, com visitas guiadas sobre a procedência das peças, segundo a Haute Living, faz do hotel um dos mais discretamente artísticos de Londres. As diárias começam em 890 libras, com café da manhã.

Royal Suite do hotel The Lanesborough, em Hyde Park Corner
A ROYAL SUITE DO LANESBOROUGH, COM SETE QUARTOS, A MAIOR DE LONDRES. CORTESIA THE LANESBOROUGH, OETKER COLLECTION

The Goring. Aberto em 1910 por Otto Goring e ainda dirigido pela mesma família, quatro gerações depois, é o hotel cinco estrelas mais próximo do Palácio de Buckingham e o único a ter recebido uma Royal Warrant por serviços de hospitalidade. São apenas 69 quartos e suítes, paredes forradas de seda Gainsborough tecida à mão, footmen de fraque escarlate para os hóspedes das suítes e o Dining Room desenhado por Linley, que recebeu sua estrela Michelin em 2016. O carinhoso apelido da casa, “Baby Grand”, diz tudo sobre a escala.

Terraço do hotel The Goring sobre os jardins, em Belgravia
O TERRAÇO DO GORING SOBRE UM DOS MAIORES JARDINS PRIVADOS DE LONDRES. CORTESIA THE GORING

The Savoy. No Strand, à beira do Tâmisa, o hotel de 137 anos reabriu este ano os quartos Art Deco renovados, depois dos eduardianos em 2025, e prepara para março a conclusão de uma reforma de três anos. Para o fim do ano, a Liberty London ocupa a florista da casa com um pop-up e assina a árvore de Natal do Front Hall, enquanto o American Bar segue como um dos endereços de coquetelaria mais celebrados da cidade e o Restaurant 1890, de Gordon Ramsay, mantém sua estrela.

Interior do American Bar do hotel The Savoy, em Londres
O AMERICAN BAR, NO SAVOY, SEGUE ENTRE OS ENDEREÇOS DE COQUETELARIA MAIS CELEBRADOS DE LONDRES. CORTESIA THE SAVOY

E ainda. O Mandarin Oriental Mayfair, parceiro oficial da feira, montou uma Frieze Experience com dois ingressos VIP, Ruinart na chegada, coquetéis no Hanover Bar, transfer em Rolls-Royce e acesso a Reflections, a exposição que ocupa o hotel. É o capítulo mais recente da The Living Square, a residência cultural que o Mandarin Oriental mantém o ano inteiro com o Mayfair Design District, com curadoria de Anne-Laure Pingreoun-Lastro: artistas britânicos, o vidro colecionável da Vessel Gallery e, pela plataforma Curated Connections, design polonês contemporâneo, com as esculturas espelhadas Crystal Totem e Crystal Monoliths, do Zieta Studio, transformando os salões. Num endereço de Hanover Square que já iluminou salões à luz de velas no século XVIII, a ideia é tratar reflexo como memória, e o hotel como galeria. O Hotel Café Royal, na esquina de Regent Street, segue como ponte natural entre Mayfair e o Soho, num endereço que já foi de Oscar Wilde. E o Four Seasons Park Lane, com ocupação “extremamente alta” durante toda a semana, segundo a própria casa, abriga o Pavyllon London, a mesa estrelada de Yannick Alléno.

Escultura espelhada da exposição Reflections no lobby do Mandarin Oriental Mayfair
REFLECTIONS, A EXPOSIÇÃO DO MANDARIN ORIENTAL MAYFAIR COM O MAYFAIR DESIGN DISTRICT, NO LOBBY DO HOTEL EM HANOVER SQUARE. CORTESIA MANDARIN ORIENTAL MAYFAIR

A mesa da semana

Dentro das feiras, a comida virou parte da curadoria. Na Frieze London, Jikoni, Maison François e o Sessions Arts Club dividiram espaço com BAO, Rita’s e a estreante WatchHouse. Na Frieze Masters, Trullo, Ham Yard, Nobu e, pela primeira vez, Pophams. O Sessions Arts Club, no terceiro ano na feira, levou o projeto Pilgrimage, de Jonny Gent, e assinou o Jantar dos Colecionadores, na quinta-feira, com bailarinos de Holly Blakey erguendo uma torre humana que, de propósito, desmoronava.

O bar da Ruinart chegou à Frieze Masters pela primeira vez, com as cabanas e ninhos de madeira de demolição de Tadashi Kawamata, estudos para três obras permanentes em Reims. “Prefiro a poesia à pedagogia”, disse o artista japonês à Ocula, e a frase serve também para a taça.

Na cidade, a temporada teve sua própria lista. O Toklas serviu um menu desenhado pela artista Magali Reus. O Mount St. Restaurant criou o “Palette to Plate”, a partir do livro de receitas de Manuela Wirth, e The Audley, o pub da Hauser & Wirth em Mayfair, recebeu um quiz de arte comandado por David Hoyle. O Aki montou uma mesa de colecionadores na sexta-feira. E o Chelsea Arts Club manteve a regra que o torna precioso: celular proibido.

Depois das dez

A noite da quinta-feira teve dois endereços óbvios. Na garagem da The Peninsula, em 1 Grosvenor Place, a festa de A World Within reuniu, a partir das 19h, gente de arte, design, moda e automóvel em torno dos carros de KOZO. Na Dover Street Market, Marc Quinn, Martine Rose, Michèle Lamy, Tim Walker e Tremaine Emory celebraram o relançamento de Six, a revista lendária da Comme des Garçons.

Rolls-Royce envelopado por KOZO na garagem da Peninsula London
A WORLD WITHIN, DE KOZO, NA GARAGEM DA PENINSULA LONDON. FOTO ROWBEN LANTION, CORTESIA THE PENINSULA LONDON

Em Mayfair, o Annabel’s entregou a semana ao universo pop de Philip Colbert, com as lagostas de Lobsterverse e um cardápio de lagosta e champanhe. Mount Street virou festival de bairro, de 12 a 17 de outubro, com The Row, The Connaught, Scott’s, Simone Rocha e Jessica McCormack. Nas fotos da semana, divulgadas pela própria Frieze, passaram Tilda Swinton, Bianca Jagger, Pedro Pascal, Daniel Craig, Andrew Garfield, Stormzy, Dries Van Noten e Raf Simons. O fotógrafo Miles Aldridge fez Polaroids de Elton John segurando um crânio.

Moda e arte, a mesma conversa

Se houve uma tendência clara, foi a de que a moda tomou a semana. A Stone Island, patrocinadora da seção Focus, levou sua Collector Series para a Selfridges, num espaço de Willo Perron que fica até 6 de novembro. A JW Anderson e a American Express Platinum instalaram em Pimlico os sinos de vento de Cerith Wyn Evans. A Dunhill apresentou as conversas da Frieze Masters, com curadoria de Arturo Galansino, Es Devlin e Grayson Perry entre os convidados. A Alexander McQueen é a patrocinadora de The 90s: Art and Fashion, na Tate Britain. E a De Beers teve estande próprio na Masters. Como resumiu à The Gray Market Emily Glazebrook, diretora comercial da Frieze, o patrocinador hoje quer acesso, não visibilidade: um jantar com artista vale mais do que qualquer placa.

As outras feiras

PAD London. Em Berkeley Square, a feira de design e arte decorativa reuniu 67 galerias, entre elas a Friedman Benda, com uma mesa de ônix de Adam Pendleton, a Gallery FUMI, com a série Armadillo, de Lukas Wegwerth e Corinna Dehn, e Sofie Middernacht, que transformou antigos tanques belgas de óleo de calefação em mobiliário. Glenn Spiro montou uma retrospectiva de joalheria.

Estande da Friedman Benda na PAD London 2026
O ESTANDE DA FRIEDMAN BENDA NA PAD LONDON, EM BERKELEY SQUARE. FOTO STÉPHANE ABOUDARAM | WE ARE CONTENT(S), CORTESIA FRIEDMAN BENDA E PAD LONDON

London Invitational. Fundada em Dallas pelo galerista britânico James Cope, a feira estreou na Europa no terceiro andar do The Chancery Rosewood, a antiga embaixada americana desenhada por Eero Saarinen em Grosvenor Square. Doze galerias, doze quartos. A franklin parrasch levou Peter Alexander; a Vardaxoglou, Howard Hodgkin, Prunella Clough e Roger Hilton; a James Kelly, Ed Ruscha, Josef Albers, Edmund de Waal e Ken Price; e a Broadway fez a estreia britânica de Victoria Roth. “É um pouco como entrar na sala de estar de alguém”, resumiu a consultora Jessica Nowitzki. Charles Asprey vendeu duas pinturas de Alessandro Raho logo na abertura.

1-54. Na Somerset House, a feira de arte africana contemporânea fez sua 14ª edição londrina e abriu, pela primeira vez, uma vertente histórica, com West Wind, sob curadoria de Nancy Dantas, e a primeira participação da Whitechapel Gallery. Para Touria El Glaoui, fundadora, os africanos são “autores da história da arte moderna e contemporânea”.

Paraíso. Em Marylebone, a primeira feira latino-americana de Londres em mais de uma década estreou no Ambika P3, com 22 expositores e foco no México.

Fora dos pavilhões

A Royal Academy abriu Painting the French Riviera, com mais de 120 obras, dos anos 1870 aos 1960, de Monet e Renoir a Matisse, Bonnard, Picasso e Yves Klein, em cartaz até 31 de janeiro. “Nada-se em ar azul”, escreveu Monet sobre Antibes, e a exposição transforma a frase em percurso.

Pintura Golfe Juan, de Raoul Dufy, destaque da mostra Painting the French Riviera na Royal Academy
RAOUL DUFY, GOLFE JUAN (DETALHE), 1927, EM PAINTING THE FRENCH RIVIERA. CORTESIA ROYAL ACADEMY OF ARTS

Na Tate Modern, o artista e compositor Tarek Atoui ocupa o Turbine Hall com a 11ª Hyundai Commission, Hold, instrumentos que funcionam também como escultura, com entrada gratuita até 11 de abril. A crítica se dividiu, e isso também é um bom sinal. No mesmo prédio, Light and Magic conta o nascimento da fotografia artística com mais de 50 artistas. Na Serpentine, Justin Caguiat estreia em instituições britânicas com Change Ringing: pinturas com pigmentos que reagem ao calor e sinos de bronze fundidos em forma de flores e sementes, ao som de uma partitura de Lily Pickett baseada na tradição inglesa do toque de sinos. Na Serpentine North, Amar Kanwar mostra a estreia de The Charcoal Man, e o Pavilion do LANZA atelier fica no parque até 25 de outubro. Na Gagosian de Grosvenor Hill, Magritte, com entrada livre, até 12 de dezembro.

Instalação Hold, de Tarek Atoui, no Turbine Hall da Tate Modern
HYUNDAI COMMISSION: TAREK ATOUI, HOLD, NO TURBINE HALL DA TATE MODERN. © TATE PHOTOGRAPHY (YILI LIU)

Frieze 2027: como fazer

Reserve antes de tudo. Em 2026, Four Seasons, Peninsula e Mandarin Oriental chegaram à semana com ocupação praticamente completa. Os pacotes que incluem ingressos VIP, como os do Rosewood, do Broadwick e do Mandarin Oriental, são a forma mais simples de garantir hotel e acesso de uma vez.

Ingresso ou VIP. No fim de semana, o ingresso combinado para as duas feiras custou 92 libras, e cada feira, de 48 a 59 libras. Em 2026, a Frieze abriu pela primeira vez horário VIP no sábado, sinal de que o público mais disputado está chegando mais tarde na semana. Lembre que o ingresso geral não permite sair e voltar.

Monte a semana em camadas. Feira de manhã, quando os estandes estão vazios; museus no começo da tarde; um bar de hotel no fim do dia; jantar depois das oito. A PAD e a London Invitational pedem menos tempo e devolvem mais conversa.

Emende o circuito. Em 2026, a Art Basel Paris abre ao público de 23 a 25 de outubro, e a primeira Frieze Abu Dhabi acontece de 19 a 22 de novembro. As datas de 2027 ainda não foram anunciadas, mas a lógica do outono deve se repetir.

Vista-se para andar. A Country & Town House avisou que se anda, literalmente, quilômetros. Sapato baixo de boa forma, camadas para o frio do parque, e a lição da Frieze Masters, onde, segundo a AnOther, plissados, lenços de seda e cashmere davam ao pavilhão ares de clube privado.


No último dia, quando os estandes de Regent’s Park começaram a ser desmontados, os seis carros de KOZO continuaram rodando por Londres. É a melhor imagem da semana: a feira fecha às seis, a cidade não. Quem entende isso não vai a Londres para ver a Frieze. Vai para morar, por uma semana, dentro dela.

O endereço da Frieze Week

The Peninsula London: 1 Grosvenor Place, SW1X 7HJ. A World Within até 31 de outubro

Rosewood London: 252 High Holborn, WC1V 7EN. Groundwork na The Living Gallery; chá Monet a partir de £80

Broadwick Soho: 20 Broadwick Street, W1F 8HT. Diárias a partir de £525

The Dorchester: 53 Park Lane, W1K 1QA. Salon Series em 9/11 e 7/12, ingressos gratuitos

The Lanesborough: Hyde Park Corner, SW1X 7TA. Diárias a partir de £890

The Goring: 15 Beeston Place, SW1W 0JW

The Savoy: Strand, WC2R 0EZ

Painting the French Riviera: Royal Academy, até 31 de janeiro de 2027, a partir de £24

Hyundai Commission, Tarek Atoui: Tate Modern, até 11 de abril de 2027, gratuito

Justin Caguiat, Change Ringing: Serpentine South, até 10 de janeiro de 2027, gratuito

Magritte: Gagosian Grosvenor Hill, até 12 de dezembro, gratuito

Para viver a Frieze Week de 2027 sem depender da sorte, com hotel, ingressos, mesas e agenda montados com meses de antecedência, a WAYFARER Agency, nossa divisão de viagens, organiza a semana sob medida.

Hospedagem e acesso em Londres: WAYFARER Agency

Gabriel Silveirado, para a WAYFARER. Com gratidão às equipes de The Peninsula London, Rosewood London, Broadwick Soho, The Dorchester, The Lanesborough, The Goring, The Savoy, Mandarin Oriental, Hotel Café Royal e Four Seasons Park Lane.

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