Nota editorial: publicada originalmente em 2021 e atualizada em setembro de 2026.
São Paulo sempre foi melhor vista de cima. Faltava um lugar onde o chão também ajudasse.
Por muito tempo, quem quisesse ver a cidade do alto dependia de poucos endereços: o Farol Santander, o Edifício Martinelli, o terraço do Sesc Avenida Paulista, o do Instituto Moreira Salles. Em agosto de 2021, o centro ganhou um mirante de outra natureza. O Sampa Sky ocupa o 42º andar do Mirante do Vale, na Praça Pedro Lessa, e oferece algo que nenhum outro tinha: a sensação de flutuar sobre o Vale do Anhangabaú.
Vidro: dois balcões sobre o vazio
Inspirado no The Ledge, do Skydeck de Chicago, o Sampa Sky tem dois balcões de vidro que avançam além da fachada, com piso formado por camadas de vidro reforçado. Um deles aponta para o sul, sobre o Anhangabaú e o Viaduto Santa Ifigênia. O outro olha para o leste, por cima da Avenida Prestes Maia. O espaço, de 700 metros quadrados, tem ainda um café e janelas amplas para toda a extensão do centro histórico.
Prédio: um gigante dos anos 1960
O Mirante do Vale é obra do engenheiro Waldomiro Zarzur e do engenheiro e arquiteto Aron Kogan, pai de Marcio Kogan. Começou a ser erguido por volta de 1960 e foi inaugurado em 1966. Com 51 andares e altura oficial de 170 metros, foi por décadas o prédio mais alto do Brasil e, até 2022, o mais alto de São Paulo, quando perdeu o posto para o Platina 220, no Tatuapé. Continua sendo, porém, o mais alto do centro, e é dali que a vista faz mais sentido: é o coração antigo da cidade que se abre lá embaixo.
Visita: quando ir
Os ingressos são vendidos com hora marcada. O melhor momento é o fim de tarde, quando a luz baixa e a cidade começa a acender janela por janela.
Ficha
Sampa Sky
Edifício Mirante do Vale, 42º andar, Praça Pedro Lessa, 110, Centro Histórico, São Paulo
De terça a domingo, com horários diferentes aos fins de semana e feriados. Ingressos com horário marcado; café no local.
sampasky.com.br
No balcão de vidro, a cidade perde a moldura. Não há parapeito entre os pés e o Anhangabaú, só o centro de São Paulo inteiro, imenso e silencioso daquela altura, finalmente visto do jeito que merecia.
Redação WAYFARER

