A eletrificação chegou ao Compass pelo caminho mais conservador: o híbrido plug-in. O Compass, SUV médio da Jeep posicionado entre o Renegade e o Commander, recebe o sistema 4xe que a marca já usava no Renegade na Europa, com um motor elétrico no eixo traseiro e bateria que se carrega na tomada. A reestilização trouxe ainda faróis e lanternas de LED, para-choques revistos e uma cabine atualizada.
Novidades:
A maior mudança é o conjunto híbrido, mas o resto do carro também foi renovado. Por fora, faróis full LED e uma parte inferior do para-choque redesenhada. Por dentro, painel novo, quadro de instrumentos digital de 10,25 polegadas e central multimídia de 10,1 polegadas com espelhamento sem fio de Android Auto e Apple CarPlay.
A praticidade quase não foi afetada pela bateria. Na versão europeia, o porta-malas declara 438 litros, e os porta-objetos da cabine somam 7,2 litros, contra 2,8 litros do modelo anterior.


Sob o capô:
No Brasil, o 4xe chegou em abril de 2022 na versão S. O motor 1.3 turbo a gasolina rende 180 cv e 27,5 kgfm e trabalha com câmbio automático de seis marchas nas rodas dianteiras. No eixo traseiro, um motor elétrico de 60 cv e 25,5 kgfm, alimentado por bateria de 11,4 kWh, faz o papel de tração traseira sem eixo cardã. A potência combinada é de 240 cv. A Jeep declara 44 km de autonomia elétrica, 0 a 100 km/h em 6,8 segundos e máxima de 206 km/h. Na Europa, o Compass também é vendido com o 1.3 turbo de 130 cv e câmbio manual, combinação que não veio para cá.
Como é dirigir?
Ao volante da versão S, o Compass 4xe se revela macio e confortável na estrada, mas sem pressa: mesmo com os 6,8 segundos declarados de 0 a 100 km/h, o carro nunca parece particularmente rápido. Quando pedi força ao acelerador, o motor fez mais barulho do que a velocidade justificava, e o câmbio demorou a responder. O modo Sport corrige boa parte disso. Fora do asfalto, o SUV venceu com facilidade um percurso relativamente difícil, e a tração elétrica traseira deu aderência extra nos pisos soltos.
O sistema híbrido tem três modos. No Hybrid, os motores elétrico e a combustão trabalham juntos e se ajustam à demanda para reduzir o consumo. No Electric, o carro roda só com o motor elétrico traseiro, e o motor a combustão entra apenas em acelerações fortes ou quando a carga da bateria cai abaixo de 19%. No E-Save, o sistema preserva a carga da bateria, usando o motor a combustão para mantê-la ou recarregá-la, com ajustes pela central multimídia.


Aparência:
A reestilização deixou o Compass mais limpo. A frente ganhou faróis full LED, parte inferior do para-choque revista e rodas novas, e a grade de sete fendas, marca da Jeep, continua no centro. A unidade que dirigi, a S, vinha com rodas de liga leve de 19 polegadas, pintura em dois tons e para-choques e soleiras com inserto cinza, o que dá ao carro um visual mais nítido, ajudado pela insígnia em preto brilhante. Os emblemas 4xe em azul identificam a versão híbrida.
Interior:
A cabine é pensada para a família. O carro que dirigi tinha interior de couro preto completo, espaçoso e confortável. O sistema de som Alpine de 506 watts tem oito alto-falantes e subwoofer, a posição de dirigir é alta e a visibilidade à frente é boa. A central de 10,1 polegadas no centro do painel concentra as funções do carro, incluindo os modos do sistema híbrido, e a interface é fácil de usar.

O Compass chegou à eletrificação sem abandonar o que o define: continua um SUV médio de família, alto e confortável, agora com um motor elétrico atrás e 44 km para rodar na cidade sem gasolina.
Ficha técnica: Jeep Compass S 4xe (versão brasileira)
Motor: 1.3 turbo a gasolina, 180 cv e 27,5 kgfm, mais motor elétrico traseiro de 60 cv e 25,5 kgfm
Potência combinada: 240 cv
Câmbio: automático de seis marchas; tração integral elétrica
Bateria: 11,4 kWh
Autonomia elétrica: 44 km, segundo a Jeep
0 a 100 km/h: 6,8 s
Velocidade máxima: 206 km/h
Peso: 1.908 kg
Preço: R$ 349.990 (lançamento no Brasil, abril de 2022)

