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Motorola Razr 40 Ultra: Tornando os smartphones divertidos novamente

O Motorola razr 40 ultra tem tela externa de 3,6 polegadas e 144 Hz que roda aplicativos, dobradiça sem folga e Snapdragon 8+ Gen 1. Chegou ao Brasil em junho de 2023 por R$ 7.999.

A segunda geração dos dobráveis tipo concha resolveu o problema da tela externa: agora ela serve para alguma coisa, e muitas tarefas já não exigem abrir o telefone. À frente desse movimento está uma marca que vive uma espécie de renascimento, primeiro com aparelhos de entrada e agora com um flip digno do nome razr: a Motorola. O razr 40 ultra acerta em muita coisa e, para usar livremente o lema de outra marca de tecnologia, torna os telefones divertidos de novo.

Mesmo depois da chegada do Samsung Galaxy Z Flip5, em 2023, o razr 40 ultra manteve a maior tela externa entre os dobráveis tipo concha, com 3,6 polegadas. A estrutura é de alumínio série 7000 e, fechado, o aparelho tem 15,1 mm de espessura, graças à dobradiça redesenhada, que fecha sem deixar fresta. O peso é de 188,5 gramas.

Motorola razr 40 ultra

A tela externa é maior que a do primeiro iPhone, e a Motorola a estendeu até as bordas, contornando as duas câmeras e o flash. Com taxa de atualização de 144 Hz e resolução de 1.056 x 1.066 pixels, o painel pOLED não tem nada de secundário.

Além de widgets para ajustes rápidos, previsão do tempo, agenda, contatos e selfies com as câmeras traseiras, a tela externa roda aplicativos completos sem que seja preciso abrir o aparelho. Responder no WhatsApp, checar e-mails, ver um vídeo no YouTube ou seguir uma rota no Google Maps fica simples. Os aplicativos podem ocupar a área inteira ou ficar recortados acima das câmeras.

A Motorola incluiu jogos casuais pensados para a tela pequena, e títulos como Asphalt ou Call of Duty: Mobile também abrem nela. Jogos complexos não são o forte, nem aplicativos de layout vertical como o Instagram, mas a compatibilidade é maior do que se esperaria. A tela externa favorece o uso rápido: resolver a maior parte das tarefas sem abrir o telefone.

Motorola razr 40 ultra

Aberto, o aparelho mostra uma tela interna pOLED de 6,9 polegadas, 1.080 x 2.640 pixels e até 165 Hz, compatível com HDR10+, com a marca da dobra menos visível que a do Galaxy Z Flip4. A dobra mais discreta, o fechamento sem fresta e a possibilidade de deixar o telefone parado em vários ângulos (modo tenda ou aberto entre 45 e 140 graus) vêm da nova dobradiça em formato de gota. Em compensação, o telefone não abre totalmente plano: fica levemente côncavo.

No lançamento, o razr 40 ultra era o único dobrável com alguma proteção contra poeira (IP52), mas ficava atrás da Samsung na proteção contra água. O desenho é elegante, sobretudo na cor Viva Magenta, de traseira em couro sintético, mas os cantos arredondados estão longe das bordas afiadas que deram nome ao razr original, de 2004. A pegada é confortável.

Por dentro está o Qualcomm Snapdragon 8+ Gen 1, chip topo de linha de 2022, competente e eficiente no consumo de bateria, com 8 GB de memória e 256 GB de armazenamento, configuração única vendida no Brasil.

No uso diário, o desempenho não preocupa, embora o aparelho esquente um pouco em sessões longas de jogos e de câmera. Para um telefone tão fino, a bateria de 3.800 mAh rende um dia de uso típico, ajudada pela tela externa, que gasta menos energia. O carregamento sem fio existe, mas é lento, de 5 W; o carregador com fio de 30 W enche a bateria em pouco mais de uma hora.

O software é limpo, com poucos widgets e gestos para abrir câmera e lanterna, num estilo próximo ao dos Pixel do Google. A transição de aplicativos entre a tela externa e a interna funciona bem, mas os aplicativos da própria Motorola ainda poderiam aproveitar melhor o modo “flex”, com a tela dobrada em ângulo.

Os dobráveis tipo concha costumam ter conjunto de câmeras inferior ao de smartphones convencionais de mesmo preço, e o razr 40 ultra não foge à regra. São uma câmera principal de 12 megapixels, uma ultrawide de 13 megapixels que também faz macro e uma câmera de selfie de 32 megapixels. Com boa luz, as duas traseiras entregam resultados corretos, mas a principal tem alcance dinâmico limitado e cores um tanto apagadas.

Altas luzes fortes e exposições difíceis confundem a câmera de dia, enquanto o modo noturno se sai melhor. As macros pela ultrawide são boas, assim como as selfies pela câmera interna, mas tirar selfies com as câmeras traseiras usando a tela externa é tão prático que a câmera interna acaba esquecida.

A tela externa era a promessa dos dobráveis tipo concha. No razr 40 ultra, ela passou a ser o motivo de ter um: o telefone que se resolve fechado e só se abre quando vale a pena.

Ficha técnica: Motorola razr 40 ultra
Tela externa: pOLED de 3,6 polegadas, 1.056 x 1.066 pixels, 144 Hz
Tela interna: pOLED de 6,9 polegadas, 1.080 x 2.640 pixels, até 165 Hz
Processador: Qualcomm Snapdragon 8+ Gen 1
Memória: 8 GB de RAM e 256 GB de armazenamento
Câmeras: 12 MP (principal) e 13 MP (ultrawide e macro); selfie de 32 MP
Bateria: 3.800 mAh, carregamento de 30 W com fio e 5 W sem fio
Espessura fechado: 15,1 mm
Peso: 188,5 g
Proteção: IP52
Preço: R$ 7.999 (lançamento no Brasil, junho de 2023)

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