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Time Out Market chega à Paulista: o que se sabe do mercado que vai ocupar o Conjunto Nacional

O primeiro Time Out Market da América Latina vai ocupar 3.250 m² do Conjunto Nacional, com 17 cozinhas e abertura prevista para o primeiro trimestre de 2027. O que já se sabe do projeto.
Time Out Market São Paulo, no Conjunto Nacional Time Out Market São Paulo, no Conjunto Nacional
Divulgação Time Out Market
Time Out Market São Paulo, no Conjunto Nacional

Gastronomia · Avenida Paulista, São Paulo

Uma revista vira mesa

O primeiro Time Out Market da América Latina vai ocupar o primeiro andar do Conjunto Nacional, com 17 cozinhas, três bares e abertura prevista para o primeiro trimestre de 2027.

Texto Redação WAYFARERImagem Time Out Market / DivulgaçãoAbertura prevista para 2027

Antes de ser um mercado, a Time Out era uma revista que dizia à cidade onde ir. Em São Paulo, o conselho vai ganhar endereço.

O endereço é um dos mais conhecidos da Paulista. O Time Out Market São Paulo vai ocupar 3.250 metros quadrados no primeiro andar do Conjunto Nacional, numa área que estava fechada havia cerca de dez anos. As obras já começaram, os chefs ainda não foram anunciados, e a previsão é abrir no primeiro trimestre de 2027.

3.250metros quadrados
17cozinhas
800lugares
2 mivisitantes por ano, a meta

A curadoria antes da praça

O modelo nasceu em Lisboa, em 2014, quando os editores que já percorriam a cidade para indicar restaurantes decidiram reunir alguns deles sob o mesmo teto. Deu certo o bastante para se espalhar: hoje são 13 cidades, de Nova York a Osaka, de Dubai à Cidade do Cabo, e outras unidades em desenvolvimento em Abu Dhabi, Nova Déli, Praga e Riad.

A regra que separa o formato de uma praça de alimentação é a mesma da revista. Quem entra é escolhido, não alugado. Em São Paulo, a operação é de Benjamin Ramalho, que assinou com o Time Out Group um contrato de franquia master por meio da Giunina LLC, com a possibilidade de levar a marca a outras cidades brasileiras.

O programa prevê 17 cozinhas, uma padaria, três bares, uma cozinha-estúdio e um espaço multiuso de cerca de 500 metros quadrados para eventos, workshops e encontros com chefs. Entre 750 e 800 lugares no total.

Escolhemos uma região estratégica.

Benjamin Ramalho, CEO do Time Out Market Brasil

Experience rights

O projeto chega com investimento de mais de R$ 100 milhões da Nomad, numa parceria de dez anos. A fintech chama o acordo de experience rights, em contraste com o naming rights que os bancos digitais transformaram em hábito: em vez de emprestar o nome a uma arena, a marca apresenta um lugar onde as pessoas passam o dia. Stella Artois e Casa Dexco entram como patrocinadoras iniciais.

O quarteirão que volta a acontecer

A unidade paulistana não será cópia de Lisboa. No lugar do salão cercado de balcões, as cozinhas ficam em ilhas no centro, e as mesas avançam para as varandas do Conjunto Nacional e para as janelas voltadas às ruas do quarteirão. A ideia é que o mercado converse com a cidade em vez de se fechar sobre si.

A cidade, aliás, já está ali. No mesmo prédio funciona desde 15 de agosto o Nubank Arte Lab, o maior espaço permanente de arte imersiva do país. Do outro lado da avenida estão o MASP e o Parque Trianon. Ramalho imagina o percurso inteiro: o museu, o mercado, uma cesta de piquenique, o parque.

A Time Out nasceu dizendo às pessoas onde comer. Em 2027, a Paulista ganha o lugar onde esse conselho, finalmente, se senta à mesa.

Time Out Market São Paulo, Conjunto Nacional, primeiro andar. Avenida Paulista, 2073, Bela Vista, São Paulo.
Abertura prevista para o primeiro trimestre de 2027. Chefs e operações a anunciar.

Redação WAYFARER

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