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Longevidade em escala

A ciência de viver mais virou a categoria de varejo com maior potencial de ruptura da década. Dentro da tese de investimento da OnCore Longevity, marca da Medical Exercise Inc.

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O negócio da longevidade

Como a OnCore Longevity pretende transformar a ciência de viver mais no modelo de franquia mais escalável da década.

O ativo mais escasso do mundo não está listado em nenhuma bolsa. É o tempo, e alguém finalmente descobriu como empacotá-lo.

A busca por uma vida mais longa e mais saudável deixou de ser excentricidade de bilionários do Vale do Silício ou passatempo de biohackers. Virou, sem exagero, a categoria de varejo com maior potencial de ruptura desta década.

Não por acaso, nomes como Tony Robbins investem pesado no setor e popularizam o conceito de healthspan: a maximização dos anos vividos com saúde e vitalidade plena, não apenas da quantidade de anos. Onde figuras assim educam o mercado, o capital inteligente segue de perto. É nesse ponto de inflexão que a OnCore Longevity, marca operada pela controladora Medical Exercise Inc. (MEI), decide se posicionar, convertendo a ciência complexa da longevidade em um modelo de franquia plug-and-play desenhado para escala.

Para entender como a promessa aterrissa no balanço, olhamos de perto a estratégia de Matt Degelman, presidente da MEI. O retrato que emerge não é o de mais uma rede de academias. É o de uma tese de investimento agressiva, orientada por eficiência, tecnologia de ponta e retenção de um público de alto poder aquisitivo.

O consumo do bem-estar, em números

US$ 6,8 tri
Tamanho da economia global do bem-estar em 2024, um recorde, com alta de 7,9% em um único ano.
US$ 9,8 tri
Projeção para 2029, crescimento de 7,6% ao ano, contra 4,5% do PIB global no mesmo período.
2 vezes o tamanho de 2013, quando o setor somava US$ 3,4 trilhões.
Quase 4 vezes maior que toda a indústria farmacêutica global.
6,1% para 7,1% do PIB global, a fatia do bem-estar entre 2024 e 2029.

Padrões do consumidor

A prevenção substitui a estética como principal motor da compra.
Longevidade e biohacking estão entre os segmentos que mais crescem.
O público troca tempo por resultado, e paga pela eficiência.

Fonte: Global Wellness Institute, Global Wellness Economy Monitor 2025.

Não é uma academia. É uma tese de investimento vestida de clínica.

A empresa: quem reinventa o formato

Por trás da OnCore Longevity está a Medical Exercise Inc., franqueadora comandada por Matt Degelman, que acumula as funções de presidente, tesoureiro e secretário. A ambição da companhia não é abrir mais uma rede de bem-estar. É industrializar a medicina da longevidade: pegar aquilo que hoje só existe em clínicas boutique, caras e dependentes de médicos, e convertê-lo em um formato replicável, automatizado e disponível em escala de franquia.

É nesse gesto que a empresa se coloca como inovadora. Enquanto as clínicas de elite da longevidade operam sob medida, com equipes clínicas numerosas e custo alto, a OnCore inverte a lógica. Coloca a inteligência artificial no centro da operação, deixa os equipamentos lerem o corpo de cada cliente e reduz a estrutura ao essencial. O que era serviço de concierge vira produto. O que era exceção vira sistema. A aposta de fundo é direta: a próxima fronteira do bem-estar não pertence a quem tem o melhor médico, e sim a quem tem o melhor software.

A tese: alta tecnologia, baixo atrito

Para o investidor, o modelo tradicional das grandes academias carrega falhas crônicas: metros quadrados em excesso, custos altos de manutenção, folhas de pagamento infladas e evasão elevada. A OnCore ataca cada uma dessas ineficiências de frente.

Degelman rejeita o rótulo de academia. Os OnCore Longevity Centers são concebidos como instalações clínicas e tecnológicas. A espinha dorsal da operação é a integração com os equipamentos da alemã EGYM: máquinas que ajustam sozinhas resistência, amplitude e cadência a partir do perfil biométrico de cada usuário, guiadas por inteligência artificial.

Do ponto de vista do negócio, isso resolve dois gargalos monumentais. O primeiro é a rotatividade de clientes. O método pede apenas duas sessões de vinte minutos por semana, o que dissolve a barreira da falta de tempo, principal motivo de cancelamento em academias. O segundo é o custo com folha. A automação extrema reduz de forma drástica a necessidade de um grande contingente de personal trainers e funcionários de salão no dia a dia da unidade.

A promessa é ambiciosa: reverter o envelhecimento celular, preservar massa muscular, aquilo que a empresa chama de órgão definitivo da longevidade, e manter a flexibilidade metabólica. Uma proposta talhada para um público premium, disposto a pagar um ticket médio mais alto por resultados eficientes e baseados em dados.

O ecossistema: onde a receita se multiplica

A rentabilidade de uma franquia de bem-estar depende da capacidade de gerar vendas adicionais. A OnCore estrutura o negócio para capturar valor muito além da mensalidade.

A marca integra prescrição nutricional por IA, alinhada a um dispensário de suplementos de grau clínico e a um serviço de entrega de refeições com macros precisos na casa do cliente. Para o franqueado, o resultado é um conjunto de linhas de receita recorrente e um aumento expressivo no valor de cada usuário ao longo do tempo, o Lifetime Value.

Removemos o atrito de viver um estilo de vida focado em longevidade.Matt Degelman, presidente da MEI

A corrida do first-mover

A janela para investidores institucionais e franqueados master está aberta, mas a competição esquenta rápido. O mercado de longevidade vive um momento de corrida por território.

Basta observar a concorrência. Em julho de 2026, o Ultimate Longevity Center, impulsionado por Anthony Geisler, o executivo que levou o Club Pilates a mais de mil estúdios, em parceria com a Lifeforce, plataforma que tem Tony Robbins entre os nomes por trás, e com o biólogo Gary Brecka, anunciou a venda de 200 territórios de franquia em apenas quatro meses, antes mesmo de abrir a primeira unidade.

O êxito do rival não é ameaça. É a validação definitiva do modelo. A OnCore entra nesse oceano azul já validado com uma proposta ancorada em hiperpersonalização e automação.

Há razões concretas para levar a aposta a sério. O padrão que a OnCore persegue já foi percorrido antes, e com êxito. Anthony Geisler transformou o Club Pilates em mais de mil estúdios; o franchising de bem-estar produziu unicórnios ao longo da última década; e a categoria cresce mais rápido que o PIB global, ano após ano. A OnCore não inventa um mercado, ela entra em um território já validado por quem chegou antes, com a vantagem de uma proposta mais automatizada e mais personalizada. Para quem entende de timing, não é uma tese especulativa: é a repetição de um roteiro que já deu certo, agora aplicado à fronteira da longevidade. O risco permanece, e é real, mas a lógica de fundo tem lastro.

O caminho até o mercado de capitais

A execução da tese começa no Canadá. A primeira unidade-bandeira da OnCore tem inauguração e onboarding de vendas marcados para 1º de setembro de 2026, na cidade de Regina. Mais do que um centro de bem-estar, o flagship funciona como laboratório de conversão e vitrine de unit economics para a expansão global da rede.

Nos bastidores, a estrutura corporativa aponta para ambições maiores. A Medical Exercise Inc., franqueadora e empresa-mãe, já trabalha nos processos regulatórios com o objetivo de listar suas ações no mercado OTCQB. Para o investidor early-stage, o status pré-listagem e pré-receita, sujeito, naturalmente, a aprovações regulatórias, representa o ponto de entrada de maior risco e, no mesmo movimento, de maior potencial de retorno antes que a marca ganhe tração institucional.

Por que o mercado observa

Ticket médio premium. Foco em um público de alto poder aquisitivo que valoriza o próprio tempo.
Modelo asset-light. Espaços menores, menos gente em folha, forte dependência de software e IA.
Escalabilidade comprovada. O franchising de bem-estar já produziu diversos unicórnios na última década.
Timing de mercado. O consumidor deixou de buscar apenas estética e passou a investir na extensão do healthspan.

No fim, a longevidade se apoia em princípios ancestrais: movimento e nutrição. O negócio da longevidade, esse, exige empacotamento, escala e conveniência. A OnCore Longevity não vende apenas mais anos de vida ao cliente. Vende, ao investidor, um modelo pensado para se multiplicar.

O tempo continua sendo o único luxo que ninguém fabrica. O que se vende, agora, é a promessa de administrá-lo.

OnCore Longevity: oncorelongevity.com

Gabriel Silveirado, para a WAYFARER.

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