Dark Mode Light Mode

Como Lionel Messi se tornou bilionário

Messi chegou ao patamar de bilionário somando duas décadas de Barcelona, contrato vitalício com a Adidas e, no Inter Miami desde 2023, opção de compra de parte do clube, além de hotéis, imóveis e clubes próprios.
Lionel Messi, jogador argentino cuja carreira dentro e fora de campo o levou ao patamar de bilionário Lionel Messi, jogador argentino cuja carreira dentro e fora de campo o levou ao patamar de bilionário

Poucos nomes atravessam o esporte e os negócios com a mesma naturalidade de Lionel Messi. O argentino, considerado por muitos o maior jogador de futebol da história, consolidou algo raro: transformou uma carreira de bola nos pés em um patrimônio bilionário, construído sobre contratos, participações societárias e uma marca pessoal que transcende estádios.

Lionel Messi comemorando gol pelo FC Barcelona em jogo da Champions League
Anos de Barcelona lançaram as bases financeiras da trajetória de Messi.

A base dessa fortuna começou a ser erguida ainda no Barcelona, clube que o revelou e onde permaneceu por duas décadas, acumulando salários entre os mais altos do futebol mundial e títulos que reforçaram seu valor de mercado. A saída para o Paris Saint-Germain, em 2021, e a posterior mudança para o Inter Miami, nos Estados Unidos, ampliaram ainda mais essa equação, somando novos contratos a uma rede crescente de acordos comerciais.

Patrocínios como pilar estrutural

Marcas como Adidas mantêm com Messi um vínculo vitalício, resultado de anos de exposição global e de uma imagem associada à excelência esportiva. A parceria começou em 2006 e virou vitalícia em 2017. A esse contrato somam-se acordos com marcas de refrigerantes a meios de pagamento e negócios próprios, como a bebida esportiva Más+ by Messi, lançada em 2024.

Gráfico com nove atletas atuais e ex-atletas que se tornaram bilionários
Messi integra um grupo restrito de atletas que romperam a barreira do bilhão de dólares.

O salto para o Inter Miami, em 2023, representou outra camada estratégica nesse patrimônio. Além do salário, o acordo incluiu, segundo relatos amplamente divulgados, uma parcela da receita das novas assinaturas do pacote da MLS na Apple TV, e uma opção de compra futura de uma fatia do próprio clube, algo raro entre atletas em atividade. Em outubro de 2025, Messi renovou o contrato até a temporada de 2028. Esse tipo de estrutura contratual aproxima Messi de nomes como Michael Jordan e LeBron James, cujas fortunas também se consolidaram por meio de participações societárias além dos salários tradicionais.

Investimentos além do futebol

Fora dos gramados, o argentino diversificou seu patrimônio com investimentos em hotelaria e imóveis: a rede MiM Hotels opera na Espanha, e em dezembro de 2024 ele listou numa bolsa espanhola a Edificio Rostower Socimi, empresa de investimento imobiliário avaliada em cerca de 232 milhões de dólares e dona de vários hotéis. O futebol também virou ativo: ele é sócio do clube uruguaio Deportivo LSM, com Luis Suárez, e investe na rede argentina de restaurantes El Club de la Milanesa. Essa diversificação reduz a dependência do futebol como única fonte de renda e projeta a fortuna para além do fim de sua carreira como atleta. O primeiro capítulo desse fim já foi escrito: depois de a Argentina perder a final da Copa do Mundo de 2026 para a Espanha por 1 a 0, na prorrogação, em 19 de julho, Messi anunciou em 31 de agosto, aos 39 anos, sua despedida da seleção. Segue no Inter Miami.

O resultado é um patrimônio que soma contratos esportivos, royalties, equity em clubes e negócios paralelos, uma arquitetura financeira que hoje coloca Messi entre os poucos esportistas, ativos ou aposentados, a integrar o clube global de bilionários.

Entretenimento e cultura pop seguem como vitrines paralelas ao universo esportivo de Messi.

A trajetória reforça uma tendência mais ampla no esporte de elite: a de atletas que deixam de depender exclusivamente de salários e passam a atuar como investidores e sócios de seus próprios impérios comerciais. Messi, ao lado de outros nomes que romperam essa barreira financeira, ajuda a redesenhar os limites entre performance esportiva e poder econômico.

Cultura, jogos e negócios se cruzam no ecossistema que hoje sustenta a fortuna de Messi.

Mais do que um capítulo esportivo, a ascensão de Lionel Messi ao status de bilionário narra a transformação do atleta contemporâneo em figura multifacetada, tão relevante nos conselhos administrativos quanto em campo.

Previous Post
Homem jovem em treino de musculação, retrato da busca por peptídeos e perfeição física

Homens jovens recorrem a peptídeos em busca da perfeição física

Next Post
Mesa de restaurante de hotel com porções reduzidas, reflexo da era GLP-1 na alta hotelaria

GLP-1 redesenha experiências gastronômicas e de bem-estar no segmento premium