No topo das duas torres que margeiam o Miami River, o Faena Residences apresenta sua coleção mais rarefeita: um conjunto de Sky Villas, Sky Lofts e penthouses distribuídas entre o 62º e o 67º andar, avaliado em US$ 250 milhões. É a primeira incursão da Faena em um empreendimento residencial autônomo, e os números refletem a ambição do projeto: quanto mais alto o andar, maior a casa, e maior o preço.
O desenvolvimento, assinado por Fortune International Group em parceria com KAR Properties, une as duas torres por uma ponte de três pavimentos que abriga o Faena Rose, clube privado e espaço cultural de 45 mil pés quadrados. Ao redor, um repertório completo de vida urbana de alto padrão: restaurantes, estrutura de wellness, lounges reservados, salas de projeção, concierge marítimo dedicado a chegadas de barco e programação cultural contínua para os moradores.

O design de interiores nasceu do encontro entre o Faena Design Studio e o londrino Bryan O’Sullivan Studio, em sua estreia em Miami. O resultado combina texturas densas e detalhes esculturais, com terraços amplos que estendem os ambientes internos para o exterior. O’Sullivan já havia assinado o Chilston Court, o desenvolvimento residencial de Robert A.M. Stern em Greenwich, Connecticut, o que confere ao projeto de Miami uma linguagem que dialoga com outros endereços da mesma escala.

A peça central da coleção é uma cobertura duplex de mais de 15 mil pés quadrados, com cerca de 8.200 pés quadrados internos e outros 6.900 pés quadrados de área externa, incluindo um rooftop privativo com piscina e espaço de fitness ao ar livre. Na prática, o terraço funciona como um andar a mais do apartamento, com vista para o Miami River, a Biscayne Bay e o horizonte do centro da cidade, pensado tanto para o cotidiano quanto para receber em grande escala.

Essa cobertura está avaliada em US$ 39,5 milhões, enquanto o restante da coleção parte de US$ 6,9 milhões. Edgardo Defortuna, presidente, CEO e fundador da Fortune International Group, atribui os preços à base internacional de compradores do projeto e ao que descreve como “a força contínua do mercado residencial de luxo em Miami”. O argumento encontra respaldo em um dado recente: a cobertura no topo da segunda torre foi vendida por US$ 30 milhões neste verão, a maior venda residencial já registrada às margens do Miami River, segundo os desenvolvedores.

Entre a arquitetura de Bryan O’Sullivan e a curadoria cultural da Faena, a coleção reforça um movimento que já se desenha em Miami: o de tratar o topo dos edifícios não como amenidade extra, mas como o próprio argumento do projeto.

