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Four Seasons volta ao Brasil pelo Leblon, no antigo Marina Palace

A Four Seasons volta ao Brasil pelo antigo Hotel Marina Palace, no Leblon: cerca de 120 quartos de frente para o mar, R$ 600 milhões de investimento e abertura prevista para 2029.
Render do futuro Four Seasons Hotel Rio de Janeiro, no Leblon Render do futuro Four Seasons Hotel Rio de Janeiro, no Leblon
Render ilustrativo. Divulgação Four Seasons
Render ilustrativo do futuro Four Seasons Hotel Rio de Janeiro, no Leblon

Hotelaria · Leblon, Rio de Janeiro

O Leblon acende a luz

A Four Seasons volta ao Brasil pelo antigo Hotel Marina Palace, na Avenida Delfim Moreira. Serão cerca de 120 quartos, todos de frente para o mar, com abertura prevista para 2029.

Texto Redação WAYFARERImagens Four Seasons / DivulgaçãoAbertura prevista para 2029

Toda orla tem um prédio que a cidade aprendeu a ver apagado. No Leblon, era o Marina Palace.

Inaugurado nos anos 1980 e fechado em 2017, depois de três décadas e meia de operação, o hotel da Avenida Delfim Moreira virou uma ausência conhecida de quem caminha pela praia. É esse edifício, o mais alto da região, que a Catuaí Asset comprou por meio de um fundo de investimento em participações para devolver à cidade com outra bandeira: a Four Seasons, que marca ali o seu retorno ao país.

120quartos e suítes, aprox.
2029abertura prevista
R$ 600 miinvestimento total
30 mindo Galeão

O retorno

A Four Seasons já teve casa no Brasil. Operou em São Paulo até 2020, quando fechou no primeiro ano da pandemia. O Rio é a volta, e uma volta pensada para a paisagem: todos os quartos terão vista para o Atlântico. O hotel entra num portfólio sul-americano que inclui Buenos Aires, as duas casas de Bogotá e Cartagena, com abertura prevista para este ano.

Do total de R$ 600 milhões, R$ 400 milhões vão para as obras. Segundo a gestora, 55% vêm de capital próprio e de investidores, e 45% de financiamento bancário. É a estreia da Catuaí Asset na hotelaria, dentro de uma estratégia declarada de comprar ativos únicos, os chamados trophy assets, em momentos de preço favorável.

Render ilustrativo do Four Seasons Hotel Rio de Janeiro
Render ilustrativo do Four Seasons Hotel Rio de Janeiro
Renders ilustrativos, ainda não definitivos. Divulgação Four Seasons

A cobertura, o spa, a areia

O programa anunciado é o de um hotel de praia urbano: bar e piscina na cobertura, de frente para o oceano, um restaurante principal que mistura cozinha local e clássicos internacionais, spa e atividades na praia. A fachada será inteiramente refeita. A promessa, repetida por todos os envolvidos, é preservar o caráter do prédio em vez de apagá-lo.

Um marco para a cidade, que possa durar gerações.

Alfredo Khouri Junior, sócio-fundador da Catuaí Asset, em tradução livre

A disputa que sai dos shoppings

O Leblon pode não ser o único endereço. Em reportagem do NeoFeed, o grupo Iguatemi aparece em negociações avançadas, ao lado do grupo Catuaí, para levar a Four Seasons também a São Paulo, na Rua Jerônimo da Veiga, no Itaim. O Iguatemi não comentou. Se confirmada, a operação coloca a companhia em concorrência direta com a JHSF, dona da marca Fasano, e desloca para a hotelaria uma rivalidade que até agora se resolvia nos corredores dos shoppings.

Durante quase uma década, o prédio mais alto do Leblon ficou de janelas fechadas para a praia. Em 2029, se o cronograma se cumprir, ele volta a olhar o mar, e o Brasil volta a ter uma Four Seasons.

Four Seasons Hotel Rio de Janeiro, antigo Hotel Marina Palace. Avenida Delfim Moreira, Leblon, Rio de Janeiro.
Abertura prevista para 2029. Cerca de 120 quartos e suítes. Desenvolvimento da Catuaí Asset.

Redação WAYFARER

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