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Copacabana Palace: um século como reduto das celebridades no Rio

Centenário desde 2023, o Copacabana Palace segue fiel à fachada branca da Avenida Atlântica, enquanto renova a mesa com o MEE, a Pérgula e o novo Lumio.

Nota editorial: publicada originalmente em 2022 e atualizada em setembro de 2026.

Há hotéis que se visitam. O Copacabana Palace se frequenta há mais de cem anos.

Inaugurado em 13 de agosto de 1923, o hotel da Avenida Atlântica completou seu centenário em 2023 do mesmo jeito que passou o primeiro século: de frente para o mar, fachada branca, recebendo quem o Rio queria impressionar. Poucos endereços no Brasil concentram tanta história social, política e cultural num único quarteirão.

Origem: um palácio para o centenário da Independência

A ideia partiu do presidente Epitácio Pessoa, que queria um hotel à altura dos visitantes da Exposição Internacional do Centenário da Independência. Octávio Guinle tocou o projeto, e o arquiteto francês Joseph Gire buscou inspiração nos grandes hotéis da Riviera, de Nice e Cannes. Em 1985, diante do risco de demolição, o prédio foi tombado nas esferas federal, estadual e municipal. Em 1989, foi comprado pelo grupo que daria origem à Belmond, hoje parte do conglomerado LVMH.

Piscina do Copacabana Palace
Copacabana Palace
Copacabana Palace

Hóspedes: o livro de ouro do Rio

A lista de quem passou por ali é, em boa medida, um resumo do século XX: de Walt Disney e Marlene Dietrich à princesa Diana, de Nelson Mandela a Madonna e Mick Jagger, de reis e rainhas europeus a gerações de estrelas do cinema e da música. Muitas dessas passagens estão registradas no Livro de Ouro, que o hotel guarda desde a inauguração, e nas fotografias autografadas espalhadas pelos corredores. Mais do que a fama dos nomes, impressiona a continuidade: o Copa nunca deixou de ser o endereço natural de quem chega ao Rio com holofote.

Copacabana Palace, fachada
Copacabana Palace, recepção
Copacabana Palace, suíte

Interiores: o mesmo, sem parecer parado

O segredo do Copa é parecer sempre o mesmo, luminoso, clássico e discreto, enquanto muda por dentro. As reformas das últimas décadas passaram pelas mãos do arquiteto francês Gérard Gallet, com trabalhos em outros hotéis da Belmond, e da muralista Dominique Jardy, autora dos jardins em trompe l’oeil com plantas tropicais e pássaros que aparecem nos elevadores e corredores. Madeiras brasileiras, como freijó e mogno, e mármores claros completam o repertório.

Copacabana Palace
Copacabana Palace

Bem-estar: o spa

O spa do hotel, em dois andares, reúne salas de tratamento, academia, saunas e área de descanso, com massagens e rituais de rosto e corpo. É aberto também a quem não está hospedado, o que faz dele um refúgio possível para o carioca que quer atravessar a Avenida Atlântica sem pegar um avião.

Spa do Copacabana Palace

Mesa: da Pérgula ao Lumio

A gastronomia é talvez a frente que mais se transformou. A Pérgula, à beira da piscina, continua sendo o lugar do café da manhã e do almoço sem pressa, com clássicos brasileiros de sotaque mediterrâneo. O MEE, dedicado à cozinha pan-asiática, tem estrela Michelin. E o chef italiano Nello Cassese, que chegou ao hotel em 2016 e levou o italiano da casa, o Cipriani, à estrela Michelin, inaugura em novembro de 2026 o Lumio, um restaurante de menu degustação único para apenas 38 pessoas por noite, com carta de mais de 400 vinhos.

Restaurante Cipriani, Copacabana Palace
Cozinha italiana no Copacabana Palace

Ficha

Copacabana Palace, A Belmond Hotel
Avenida Atlântica, 1702, Copacabana, Rio de Janeiro
Restaurantes: Pérgula, MEE (uma estrela Michelin) e Lumio (a partir de novembro de 2026). Spa aberto ao público.
belmond.com

Cem anos depois, a fachada branca continua refletindo a luz da Avenida Atlântica, e o mar segue do mesmo lado. O Copa não precisa se reinventar para continuar relevante. Basta continuar sendo o lugar onde o Rio recebe o mundo.

Leia também: Copacabana Palace e Rosewood entre os melhores hotéis do mundo e o hotel no topo do turismo sul-americano.

Redação WAYFARER

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