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A chegada da Balmain ao Brasil, e o que mudou desde então

Em 2019, a Balmain abriu no Cidade Jardim sua primeira loja no Brasil, ainda sob Olivier Rousteing. Hoje a casa tem novo diretor criativo, Antonin Tron.

Nota editorial: publicada originalmente em 2019 e atualizada em setembro de 2026. Este texto registra a chegada da Balmain ao Brasil; antes de visitar, confirme o funcionamento da loja com o Shopping Cidade Jardim.

Toda maison tem um momento em que decide atravessar o Atlântico. Para a Balmain, esse momento foi maio de 2019.

Naquele ano, a casa francesa abriu sua primeira boutique no Brasil: um espaço de 200 m² no Shopping Cidade Jardim, em São Paulo, desenhado a partir do conceito de loja criado pelo então diretor criativo Olivier Rousteing em parceria com o escritório Studio AMV, nos mesmos moldes das lojas de Paris e Milão. Massimo Piombini, CEO da marca na época, justificou a escolha do endereço pela concentração das grandes maisons internacionais no shopping da Marginal Pinheiros.

Boutique Balmain no Shopping Cidade Jardim

A estreia: Paris e o Egito

A boutique estreou com a coleção de primavera-verão 2019, desfilada em Paris. “É Paris e o Egito”, definiu Rousteing, que dizia ver da janela, todas as manhãs, o Obelisco da Concorde e a Pirâmide do Louvre. A coleção cruzava história e arquitetura: hieróglifos brancos sobre lã preta, vestidos bandage que evocavam as múmias, e os códigos que Rousteing consolidou na casa, como as listras marinière, o bouclé, a alfaiataria de ombros marcados e o trabalho manual do ateliê. Nas araras, também as peças que fizeram a Balmain daquela década: tricôs ajustados ao corpo, jaquetas de impacto, camisetas com logo e jeans.

Depois: o fim de uma era

A Balmain que chegou a São Paulo era, em grande parte, a Balmain de Rousteing. Ele entrou na casa em 2009, aos 24 anos, assumiu a direção criativa dois anos depois e se tornou o primeiro designer negro à frente de uma grande maison parisiense. Levou a marca para a cultura pop, para as colaborações com varejo de massa e para as redes sociais, onde acumulou perto de 10 milhões de seguidores.

Em novembro de 2025, depois de 14 anos, Rousteing anunciou sua saída. Poucos dias depois, a Balmain, controlada pelo fundo catariano Mayhoola, nomeou Antonin Tron como novo diretor criativo. Fundador da marca Atlein, conhecida pelos vestidos drapeados de jérsei, Tron passou pela Balenciaga de Nicolas Ghesquière, pela Louis Vuitton e pela Givenchy. É outra sensibilidade: menos espetáculo, mais construção.

Coleção Balmain primavera-verão 2019

Em 2019, a Balmain atravessou o Atlântico com o Egito na bagagem e a assinatura de Rousteing em cada ombro. Sete anos depois, a casa muda de mão e de voz, e aquela primeira loja paulistana fica como retrato de uma era que se encerrou.

Redação WAYFARER

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