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WAYFARER · VIAGEM

Air India: da executiva do Dreamliner às novas suítes do Marajá

Em 2019, a executiva do 787 da Air India era 2-2-2. Sob o grupo Tata, a companhia troca as cabines por suítes com porta e tenta voar à altura do próprio mito.

Por WAYFARER23 julho, 2019

Nota editorial: publicada originalmente em 2019 e atualizada em setembro de 2026. A executiva descrita na versão original, do Boeing 787-8 em configuração 2-2-2, está sendo substituída; o texto abaixo registra aquele produto e o que a Air India oferece agora.

Poucas companhias carregam tanta história no nome quanto a Air India. O Marajá, seu mascote de bigode e turbante, prometia desde os anos 1940 uma hospitalidade de palácio. Durante muito tempo, a promessa foi maior que o produto. A companhia de hoje tenta, enfim, alcançar o próprio mito.

Chhatrapati Shivaji Terminus, em Mumbai

Chegar à Índia a partir do Brasil sempre exigiu conexões. A Air India, membro da Star Alliance, sempre foi uma das opções mais diretas a partir dos hubs europeus, e seus voos para Delhi e Mumbai continuam sendo a porta de entrada natural para quem quer pousar já em território indiano.

Aeronave da Air India

O registro de 2019: Frankfurt a Delhi

A versão original desta matéria descrevia o voo Frankfurt a Delhi a bordo do Boeing 787-8 Dreamliner, então com 18 assentos de executiva em configuração 2-2-2. O assento tinha cerca de 56 centímetros de largura e virava cama totalmente plana. A cabine silenciosa, as janelas grandes de escurecimento ajustável e o ar mais úmido do 787 tornavam o voo noturno mais leve; o relato de então era de desembarcar mais descansado que o habitual.

Cabine executiva do 787 da Air India
Executiva da Air India no Boeing 787
Fileiras da executiva 2-2-2 no 787
Assento da executiva do Dreamliner
Assento da executiva visto de frente

O entretenimento tinha tela de toque de 21 polegadas, com acervo dedicado ao cinema indiano e seleção curta em inglês. A cozinha era o ponto alto: os pratos indianos, com dahl, biryani e sobremesa tradicional, superavam com folga as opções ditas internacionais. O serviço de bebidas incluía champanhe na recepção, vinhos franceses, um tinto indiano e um carrinho de destilados.

Tela de entretenimento da executiva
Refeição indiana servida a bordo
Serviço de bordo da executiva
Carrinho de bebidas da executiva

A nova Air India: de estatal a Tata

Tudo mudou desde então. A companhia deixou de ser estatal e voltou às mãos do grupo Tata, seu fundador, em 2022. Em novembro de 2024, absorveu a Vistara, e os programas de fidelidade foram unificados no Maharaja Club. Com a mudança de dono vieram um plano de renovação de frota, uma nova identidade visual e um programa de reforma de cabines anunciado em US$ 400 milhões.

A executiva de agora: suítes com porta

O primeiro Boeing 787-8 reformado foi apresentado em abril de 2026, e outros 25 devem passar pela mesma transformação até 2027. A executiva abandona o 2-2-2 e passa a ter 20 suítes em configuração 1-2-1, todas com acesso direto ao corredor, porta de privacidade, cama totalmente plana de cerca de 2 metros e tela 4K de 17 polegadas. Nos Airbus A350 que chegam à frota, a companhia instala outra suíte, a Safran Unity, tratada como seu produto principal.

A troca de cabines acontece aos poucos, e a aeronave escalada varia por rota e por data. Para quem vai voar, vale conferir no momento da reserva qual equipamento opera o trecho: a diferença entre o produto antigo e o novo é, literalmente, de uma porta.

O Marajá passou décadas prometendo mais do que entregava. Com suítes fechadas, novo dono e frota renovada, a Air India começa, enfim, a voar à altura do próprio nome.

Redação WAYFARER

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