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WAYFARER · IMÓVEIS

As 7 casas mais caras do mundo em 2022, e o que aconteceu com elas

Em 2022, sete casas pediam entre US$ 100 milhões e US$ 250 milhões. Descontos, anúncios retirados, uma venda recorde e um palácio em litígio: o destino de cada uma.

Por WAYFARER8 dezembro, 2022

Nota editorial: publicada originalmente em 2022 e atualizada em setembro de 2026.

O preço pedido é uma frase de efeito. O preço pago é a verdade. Em dezembro de 2022, esta lista reunia sete das casas mais caras à venda no mundo, com pedidos entre US$ 100 milhões e US$ 250 milhões. Quase quatro anos depois, o destino de cada uma conta mais sobre o mercado de altíssimo padrão do que qualquer anúncio: descontos profundos, anúncios retirados, uma venda recorde e um palácio preso num litígio.

7. Le Palais Vénitien, Cannes

Le Palais Vénitien, Cannes

Inspirado na arquitetura de Veneza, com colunas, arcos e fontes, o palácio tem mais de 3.000 metros quadrados de área construída, nove suítes, adega, piscina, quadra de tênis, spa e um lago particular num terreno de 2,6 hectares com vista para o Mediterrâneo. Em abril de 2026 foi vendido por 105 milhões de euros a um bilionário indiano, segundo a Douglas Elliman, a maior transação imobiliária já registrada em Cannes.

6. Royal Style Mansion, Cesareia, Israel

Mansão barroca em Cesareia, Israel

Barroco e rococó sem economia: mosaicos de mármore e ônix, molduras em ouro de 14 quilates, colunas, um lustre de cristal monumental, duas fontes internas, spa, duas piscinas. São cerca de 7.000 metros quadrados na cidade costeira de Cesareia. Anunciada em 2020 por US$ 259 milhões, a mansão, do bilionário Valery Kogan, teve o preço cortado em 42% em outubro de 2022, para US$ 149,5 milhões, depois de dois anos sem comprador.

5. The Manor, Holmby Hills, Los Angeles

The Manor, Los Angeles

Construída em 1988 para o produtor de televisão Aaron Spelling e depois lar da herdeira Petra Ecclestone, a casa de calcário tem mais de 120 cômodos, com pista de boliche, salão de beleza, biblioteca e sala de projeção. Vendida em 2019 por cerca de US$ 120 milhões, voltou ao mercado com pedido de US$ 165 milhões. Em agosto de 2025, Eric Schmidt, ex-CEO do Google, levou a propriedade por US$ 110 milhões, abaixo dos US$ 137,5 milhões do último anúncio.

4. Mylestone at Meadow Lane, Southampton

Mylestone at Meadow Lane, Southampton

Nos Hamptons, entre o Atlântico e a baía de Shinnecock, a casa em estilo Tudor reinterpretado soma 11 quartos, oito acres e uma doca de águas profundas. Anunciada por US$ 175 milhões em 2021, foi vendida em outubro de 2023 por US$ 112,5 milhões, a transação mais cara dos Hamptons naquele ano.

3. 33550 Pacific Coast Highway, Malibu

Propriedade na Pacific Coast Highway, Malibu

O complexo de Michael Eisner, ex-CEO da Disney, reúne nove construções em cerca de cinco acres à beira-mar, com residência principal em estilo mediterrâneo, casas de hóspedes, cinema ligado à piscina por um túnel e elevador até a praia. Anunciado por US$ 225 milhões em abril de 2022, caiu para US$ 195 milhões em 2023 e foi retirado do mercado em dezembro daquele ano.

2. 2-8a Rutland Gate, Londres

Rutland Gate, Londres

A mansão de estuque em Knightsbridge, com cerca de 45 cômodos em sete andares, piscina coberta e garagem subterrânea, foi vendida em 2020 por 210 milhões de libras, a casa mais cara já negociada no Reino Unido. Em 2022, soube-se que o beneficiário final era Hui Ka Yan, fundador da Evergrande, e o imóvel voltou ao mercado. Com o colapso da incorporadora, entrou num impasse jurídico: registrada em nome da ex-mulher dele, com bens congelados, não pode ser vendida. Está vazia há cerca de uma década.

1. Cobertura da Central Park Tower, Nova York

Cobertura da Central Park Tower

No topo do prédio residencial mais alto do mundo, na Billionaires’ Row, o tríplex de cerca de 1.600 metros quadrados tem sete quartos, salão de baile e um terraço suspenso sobre Manhattan. Estreou em 2022 pedindo US$ 250 milhões, caiu para US$ 195 milhões em 2023 e foi retirado do mercado em meados de 2024, pouco depois de aparecer na série Owning Manhattan, da Netflix. Até o fim de 2025, seguia sem venda registrada. O próprio incorporador admitiu que o preço original era, em parte, manchete.

O preço pedido é uma frase de efeito, e o mercado responde com outra. Das sete casas de 2022, só três trocaram de dono, e duas delas por bem menos do que pediam. Paciência, desconto, discrição: no topo da pirâmide, é assim que se fecha negócio.

Redação WAYFARER

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