Nota editorial: publicada originalmente em 2022 e atualizada em setembro de 2026.
Omakase é uma palavra de confiança. Em tradução livre: “deixo com você”.
Ao pedir um omakase, o cliente abre mão do cardápio e entrega a noite ao chef, que escolhe, prato a prato, o que servir a partir do que a estação e o mercado trouxeram. O formato se distingue do kaiseki, a refeição japonesa de muitas etapas, altamente ritualizada e de sequência fixa. No omakase, as decisões acontecem no meio do caminho, de acordo com o ingrediente e com a reação de quem está do outro lado do balcão. Poucos lugares em São Paulo fazem isso há tanto tempo e com tanta consistência quanto o Kinoshita.
Casa: o kappo na Vila Nova Conceição
Instalado na Rua Jacques Félix, a poucos quarteirões do Parque Ibirapuera, o Kinoshita foi pioneiro da cozinha kappo em São Paulo: cozinha aberta, balcão de frente para o chef, e um equilíbrio deliberado entre simplicidade e técnica. Hoje comandado pelo chef Marcelo Fernandes, o restaurante mantém uma estrela no Guia Michelin, renovada na edição de 2026.


Omakase: a estação no prato
O omakase continua sendo o caminho recomendado. Os menus mudam com as estações e trabalham com ingredientes de origem precisa, como as vieiras de Picinguaba e os ovos orgânicos Yamaguishi, além de peixes e frutos do mar raros. Entre os pratos que definem a casa está a lula com ouriço-do-mar, síntese do estilo: dois ingredientes, textura e mar. Para quem prefere escolher, há também opções à la carte, mas o balcão é onde a casa se revela: o chef corta, tempera e serve diante do cliente, no tempo exato de cada peça.

A casa tem ainda a Krug Room, um espaço reservado onde os menus são harmonizados com champanhe Krug, para quem quer transformar o jantar num encontro mais privado.
Ficha
Kinoshita
Rua Jacques Félix, 405, Vila Nova Conceição, São Paulo
Almoço e jantar de segunda a sábado; fechado aos domingos. Uma estrela no Guia Michelin. Chef Marcelo Fernandes.
Instagram @restaurantekinoshita
No balcão do Kinoshita, a palavra certa continua sendo a mesma de sempre: deixo com você. O resto é silêncio, faca e a estação chegando ao prato na hora exata.
Redação WAYFARER


