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As cidades com mais milionários no mundo, segundo a Henley & Partners

Nova York segue no topo, mas a Bay Area passou Tóquio e Londres recuou. O ranking de 2025 e para onde está indo a riqueza nova.

Nota editorial: publicada originalmente em 2022 e atualizada em setembro de 2026.

O dinheiro também tem endereço. E, como qualquer morador, muda de casa. Todo ano, a consultoria de migração de investimentos Henley & Partners, com a empresa de dados New World Wealth, conta quantos milionários vivem em cada grande cidade do mundo. A edição de 2025 do World’s Wealthiest Cities Report confirma um líder antigo e registra um novo vice.

O critério: quem entra na conta

O relatório considera milionário quem tem patrimônio líquido investível de US$ 1 milhão ou mais, ou seja, bens e aplicações descontadas as dívidas, sem contar o imóvel onde a pessoa mora. A contagem é por residência, e a lista cobre as 50 cidades mais ricas do mundo.

O ranking: as dez primeiras em 2025

  1. Nova York, com 384.500 milionários
  2. Bay Area de São Francisco, 342.400
  3. Tóquio, 292.300
  4. Singapura, 242.400
  5. Los Angeles, 220.600
  6. Londres, 215.700
  7. Paris, 160.100
  8. Hong Kong, 154.900
  9. Sydney, 152.900
  10. Chicago, 127.100

A virada: o Vale do Silício passa Tóquio

Em 2022, quando esta matéria foi publicada, Tóquio aparecia em segundo lugar, logo atrás de Nova York, e a Bay Area em terceiro. Três anos depois, a região de São Francisco e do Vale do Silício tomou o segundo posto, empurrada pela valorização das empresas de tecnologia: seu número de milionários quase dobrou em uma década, alta de 98%. Londres fez o caminho oposto e caiu para sexto, uma das duas únicas cidades do top 50 com recuo no período, ao lado de Moscou.

O movimento: para onde vai a riqueza nova

A lista de crescimento conta outra história. Entre 2014 e 2024, as cidades que mais ganharam milionários foram polos de tecnologia e de mudança de residência: Shenzhen, com alta de 142%, Scottsdale, no Arizona, com 125%, Bengaluru, com 120%, West Palm Beach, na Flórida, com 112%, Hangzhou, com 108%, e Dubai, com 102%. É a confirmação de uma tendência que o relatório de 2022 já apontava, a migração de fortunas americanas para a Flórida e o Sul dos Estados Unidos, agora somada à ascensão da tecnologia chinesa e indiana e ao magnetismo fiscal do Golfo.

Rankings desse tipo são estimativas, construídas a partir de modelos e bases de dados privadas, e devem ser lidos como retrato de tendência, não como censo. Ainda assim, dizem algo sobre como a geografia do dinheiro se redesenha: mais tecnologia, mais sol, mais mobilidade.

O dinheiro tem endereço, e o endereço muda. Nova York segue no topo, mas o mapa se desloca para o Pacífico, para o Golfo e para a costa da Flórida. Quem acompanha a lista acompanha, no fundo, para onde o mundo resolveu morar.

Redação WAYFARER

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