A riqueza extrema ganhou novo significado na sexta-feira, 12 de junho de 2026, quando Elon Musk ultrapassou a marca de um trilhão de dólares em patrimônio líquido. O feito coincidiu com o lançamento histórico da SpaceX no mercado de capitais, consolidando sua posição como a pessoa mais rica do planeta.
A oferta pública inicial da empresa de foguetes estabeleceu um recorde de mercado. Musk detém aproximadamente 860 bilhões de dólares em ações da SpaceX, que começaram a ser negociadas a 150 dólares por ação, uma valorização de 11% em relação ao preço inicial de 135 dólares. Ao longo do pregão, o valor atingiu 176 dólares, refletindo a demanda robusta dos investidores.
Apesar da abertura de capital, o controle de Musk sobre a SpaceX permanece praticamente intacto. Ele mantém cerca de 80% dos direitos de voto da companhia e estruturou a governança de forma a limitar desafios legais à sua autoridade. A capacidade de indicar membros do conselho de administração garante que suas decisões estratégicas continuem incontestadas.
O patrimônio total de Musk, que inclui participações em Tesla, Neuralink e The Boring Company, saltou para aproximadamente 1,1 trilhão de dólares. Essa cifra consolida uma posição que ele conquistou pela primeira vez em 2021, mas que havia sido disputada nos anos subsequentes com bilionários como Larry Ellison, Jeff Bezos e Bernard Arnault. Desde setembro do ano anterior, Musk mantém o topo da lista de pessoas mais ricas do mundo, período em que sua fortuna duplicou.
O crescimento não deverá desacelerar. Os acionistas da Tesla aprovaram um pacote de remuneração que pode adicionar mais um trilhão de dólares ao seu patrimônio, condicionado ao cumprimento de marcos operacionais e de valorização da empresa.
Paradoxalmente, a expansão vertiginosa de sua riqueza não necessariamente se traduz em satisfação pessoal. Musk publicou uma reflexão em sua rede social X no início do ano: “Quem disse que dinheiro não compra felicidade realmente sabia do que estava falando.” Pesquisas recentes indicam que sua aprovação pública permanece desafiadora, o que sugere que nem mesmo um trilhão de dólares resolve certos dilemas humanos fundamentais.

