Nota editorial: publicada originalmente em 2019 e atualizada em setembro de 2026.
Chicago se visita pela arquitetura. Mas se entende pelos museus.
A cidade reúne mais de 60 deles. Muitos visitantes seguem direto para o Museum Campus, onde o Field Museum, o Adler Planetarium e o Shedd Aquarium se alinham à beira do lago Michigan, a poucos passos um do outro. A proximidade engana: juntar os três num só dia é pressa demais. Melhor dividir, e começar pelo que a cidade tem de mais precioso.

1. Art Institute of Chicago: o acervo que justifica a viagem
Ao lado do Millennium Park, o Art Institute figura com frequência entre os museus mais admirados do mundo. O acervo passa de 300 mil obras, e algumas delas moram no imaginário coletivo: American Gothic, de Grant Wood, Nighthawks, de Edward Hopper, e Um domingo na Grande Jatte, de Seurat. A coleção impressionista e pós-impressionista é das mais importantes fora da França. O prazer está no percurso: sair de uma sala de Monets, virar um corredor e dar com Warhol, ou com um cavaleiro medieval em armadura completa. A ala moderna, projetada por Renzo Piano, merece tempo próprio.



2. Museum of Contemporary Art: arte de quem ainda está vivo
Para quem quer ir além da ala moderna do Art Institute, o MCA. O edifício, sede do museu desde 1996, é em si uma homenagem à cidade, com acenos à Escola de Chicago e um desenho inspirado na malha ortogonal das ruas. O acervo inclui Warhol, Calder, Jasper Johns e Jeff Koons, mas a vocação da casa é outra: encontrar e montar, de forma imersiva, obras relevantes de artistas em atividade. No térreo, o Marisol, do chef Jason Hammel, premiado pela James Beard Foundation, é motivo de visita por si só.


3. Griffin Museum of Science and Industry: a ciência como experiência
Instalado num edifício erguido para a Exposição Mundial de 1893, o antigo Museum of Science and Industry, hoje Griffin Museum of Science and Industry, é um dos maiores museus de ciência do mundo. A interatividade é a regra: há um submarino alemão da Segunda Guerra, o U-505, para percorrer por dentro, uma réplica de mina de carvão para descer, e a cápsula da Apollo 8, a primeira missão tripulada a orbitar a Lua. Agrada tanto a quem viaja com crianças quanto a quem nunca deixou de ser uma.



4. Field Museum: a história natural em escala
Um dos grandes museus de história natural do mundo, o Field pede o dia inteiro. A parada obrigatória é SUE, o esqueleto de Tyrannosaurus rex mais completo já encontrado, hoje exposto em sala própria nas galerias Griffin Halls of Evolving Planet. Há ainda uma tumba egípcia para descer, uma coleção de gemas e pedras preciosas e salas menos concorridas, como a das aves, uma das coleções ornitológicas mais relevantes do mundo.


5. Shedd Aquarium: o oceano à beira do lago
Dos recifes do Caribe às águas do Ártico, o Shedd reúne dezenas de milhares de animais às margens do lago Michigan: belugas, golfinhos-do-pacífico, tubarões, raias e lontras-marinhas. É uma das atrações mais concorridas da cidade, e o foco em educação e conservação faz valer a espera. Chegar na abertura ajuda.


Ficha de serviço
Art Institute of Chicago: 111 S. Michigan Ave. Fecha às terças. artic.edu
Museum of Contemporary Art: 220 E. Chicago Ave. mcachicago.org
Griffin Museum of Science and Industry: 5700 S. DuSable Lake Shore Dr. griffinmsi.org
Field Museum: 1400 S. DuSable Lake Shore Dr. fieldmuseum.org
Shedd Aquarium: 1200 S. DuSable Lake Shore Dr. sheddaquarium.org
Horários e ingressos mudam com frequência; o Chicago CityPASS cobre parte dessas instituições. Vale checar o site de cada uma antes de ir.
Chicago recompensa quem desacelera. Um Hopper, um tiranossauro, uma beluga: a cidade inteira cabe em poucos quarteirões, desde que não se tente ver tudo no mesmo dia.
Redação WAYFARER

