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WAYFARER · VIAGEM

Sete endereços para quem viaja a Miami pela arte

Da Art Basel aos jardins de Vizcaya, sete caminhos para conhecer a Miami que leva a arte a sério, dentro e fora de dezembro.

Por WAYFARER28 novembro, 2019

Nota editorial: publicada originalmente em 2019 e atualizada em setembro de 2026.

Miami aprendeu a ser levada a sério pela arte. A cidade que se vendia por praia e compras virou, em pouco mais de duas décadas, uma das paradas obrigatórias do calendário artístico internacional, e o melhor dela está menos no brilho de dezembro do que nos endereços que funcionam o ano inteiro.

Sete caminhos para conhecer o lado artístico da cidade.

1. Art Basel Miami Beach

Todo começo de dezembro, a cidade inteira se volta para o Miami Beach Convention Center. A Art Basel Miami Beach reúne galerias da América do Norte, América Latina, Europa, Ásia e África, com pintura, escultura, instalação, fotografia e vídeo, do moderno ao contemporâneo. Em volta dela orbita a Miami Art Week, com feiras-satélite, jantares, leilões e festas. A edição de 2026 acontece de 4 a 6 de dezembro.

2. Pérez Art Museum Miami (PAMM)

No Museum Park, de frente para a Baía de Biscayne, o PAMM é dedicado à arte moderna e contemporânea internacional dos séculos 20 e 21, com atenção especial a artistas da América Latina, do Caribe e da diáspora africana. O prédio, assinado pelo escritório suíço Herzog & de Meuron, é parte da experiência: varandas amplas, jardins suspensos e a baía como pano de fundo. O restaurante Verde completa a visita.

3. Wynwood

Antigo bairro de galpões sem janelas, Wynwood virou uma galeria a céu aberto. O coração é o Wynwood Walls, conjunto de muros transformados em tela para artistas de rua do mundo inteiro. Perto de Midtown e do Design District, o bairro vive de galerias, estúdios e restaurantes, e fica mais animado no Wynwood Art Walk, que costuma acontecer no segundo sábado de cada mês.

4. The Wolfsonian

No coração do distrito Art Déco de South Beach, o Wolfsonian, ligado à Florida International University, reúne museu, biblioteca e centro de pesquisa dedicados a como o design e a arte moldaram o mundo moderno. O acervo, concentrado no período entre o fim do século 19 e meados do século 20, vai de artes decorativas a cartazes de propaganda. É o museu mais inteligente da cidade, e um dos menos óbvios.

5. ARTECHOUSE

Em Collins Avenue, a ARTECHOUSE trabalha na fronteira entre arte e tecnologia, com instalações imersivas e interativas que mudam a cada temporada. É a Miami que olha para frente, com projeção, som e dados no lugar da tela e do pincel.

6. The Bass

Fundado em 1963 em Miami Beach, o The Bass nasceu da coleção de John e Johanna Bass, com obras renascentistas e barrocas, e hoje dedica boa parte de sua programação à arte contemporânea. O Lindemann Family Creativity Center, dentro do museu, abriga oficinas e cursos.

7. Vizcaya Museum & Gardens

Em Coconut Grove, a villa em estilo renascentista italiano construída para o industrial James Deering e concluída em 1916 guarda móveis, tapeçarias, pinturas e artes decorativas de vários séculos. Mas o que fica na memória são os jardins formais à beira da baía: fontes, esculturas, canais, um mirante de pedra e caminhos que parecem desenhados para a luz do fim de tarde. vizcaya.org

Endereços
PAMM: 1103 Biscayne Blvd., Miami
The Wolfsonian: 1001 Washington Ave., Miami Beach
ARTECHOUSE: 736 Collins Ave., Miami Beach
The Bass: 2100 Collins Ave., Miami Beach
Vizcaya: 3251 S. Miami Ave., Coconut Grove
Horários e ingressos variam ao longo do ano; confira nos sites oficiais antes da visita.

Dezembro passa, as feiras desmontam, os jatinhos vão embora. A Miami que fica é a dos muros de Wynwood, das varandas do PAMM e dos jardins de Vizcaya: arte sem pressa, para quem sabe voltar fora de temporada.

Redação WAYFARER

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