
Estilo · Acessórios
A Cartier leva o código da coleção Clash para a marroquinaria: uma bolsa inspirada num envelope, feita nos ateliês de Florença, que se fecha com um giro do pino.
Na joalheria, a Clash nasceu de uma tensão: pinos, cravos e contas que parecem prestes a se chocar e nunca se chocam. Na bolsa, a tensão cabe num único gesto.
A Clash de Cartier, que chega às boutiques em setembro, transforma o elemento mais reconhecível da coleção em fecho. Um pino que, com um giro, abre ou fecha a bolsa. O resto do desenho existe para deixar esse gesto aparecer.
Um envelope, duas personalidades
A referência de partida foi um envelope. O sistema de fechamento define discretamente o formato da bolsa dos dois lados da alça e permite duas leituras da mesma peça: aberta, para um uso mais descontraído, ou fechada, com o giro do pino, para uma silhueta mais estruturada. Pode ser levada na mão, no braço ou no ombro.


A estética desta bolsa é guiada pela pureza de suas linhas.
Marlin Yuson, diretora criativa de acessórios e artigos de couro da Cartier
Florença e a pátina
A bolsa é feita nos ateliês da Cartier em Florença, em um couro excepcionalmente fino, de granulação natural e acabamento levemente tátil, escolhido para ganhar pátina com o uso. A ideia é que a peça melhore com o tempo, e não o contrário.
São três cores: preto, caramelo e o bordô da casa. Este último tem história própria. É uma cor oficial Pantone e apareceu pela primeira vez nos anos 1970, com a coleção Must de Cartier, quando a maison decidiu que objetos do dia a dia também podiam carregar sua assinatura. Os tamanhos variam de acordo com o mercado.



A Clash sempre foi uma joia sobre o quase: o choque que não acontece, o movimento contido. Na bolsa, esse quase ganha uma função. Um giro do pino e a peça muda de humor. É pouco. É exatamente o suficiente.
Bolsa Clash de Cartier, em preto, caramelo e bordô. Feita nos ateliês da Cartier em Florença.
Disponível nas boutiques Cartier a partir de setembro. Tamanhos variam por mercado.
Redação WAYFARER


