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Milão troca de guarda: os destaques da semana de moda Primavera/Verão 2027

Seis dias, 61 desfiles e uma pergunta atravessando todos eles: o que permanece quando o fundador já não está na sala. A temporada Primavera/Verão 2027 em Milão, casa por casa, da coleção só de saias da Prada ao último terno de Armani.
Cris Buffara no desfile Dolce & Gabbana em Milão Cris Buffara no desfile Dolce & Gabbana em Milão
Cris Buffara no desfile Dolce & Gabbana. Foto: Christian Vierig

Estilo · Semana de Moda de Milão

Milão troca de guarda

Seis dias, 61 desfiles e uma pergunta atravessando todos eles: o que permanece quando o fundador já não está na sala. A temporada Primavera/Verão 2027, casa por casa, da primeira saia da Prada ao último terno de Armani.

Texto Redação WAYFARERMilão, 22 a 28 de setembro de 2026
Cris Buffara no desfile Dolce & Gabbana em MilãoFoto: Christian Vierig

Toda semana de moda faz uma pergunta. Milão, este ano, fez a mais difícil: o que sobra de uma casa quando o nome na porta já não assina as roupas.

A cidade chegou a setembro com a memória em carne viva. Foi a primeira temporada feminina de setembro depois da morte de Giorgio Armani, que partiu em 4 de setembro de 2025, aos 91 anos. Glenn Martens se despediu da Diesel. A Moschino estreou uma dupla nova. A Versace, agora nas mãos do Grupo Prada e de Pieter Mulier, preferiu o silêncio e ficou fora do calendário pela segunda vez seguida. Entre ausências e primeiras vezes, as passarelas responderam cada uma a seu modo, e poucas vezes a moda italiana pareceu tão consciente de si.

61desfiles, 54 presenciais e 7 digitais
88apresentações
203compromissos no calendário oficial
6dias, de 22 a 28 de setembro

Prada · 22 de setembroUma coleção inteira de saias

Coube à Prada abrir a semana, numa terça-feira. E Miuccia Prada e Raf Simons abriram com uma tese: 63 looks, nenhuma calça, nenhum vestido. Só saias.

No piso de acrílico da Fondazione Prada, sob faixas de luz fluorescente, elas vieram em todas as línguas. Lã com fendas fechadas por velcro industrial, náilon plissado translúcido, seda amassada com babados achatados, kilts de barra crua, couro perfurado a laser, flores de cristal. Em cima, bandeaus e sutiãs usados como top. As cores iam de tons pastel quase de confeitaria ao violeta, ao rosa e ao preto. O cabelo, desfeito de propósito, era de Guido Palau.

Miuccia comparou a saia a uma camiseta, um lugar para dizer o que se pensa. Raf, na mesma linha, falou de um espaço onde a mulher guarda todas as ideias. A agência AP lembrou que o desfile chegou dias depois de uma polêmica italiana sobre o comprimento das saias, puxada por uma declaração do chanceler Antonio Tajani, que depois disse ter sido mal interpretado. A Prada não respondeu com discurso. Respondeu com 63 respostas diferentes à mesma peça.

“É preciso camuflar a beleza para poder conviver com as pessoas.”Miuccia Prada, à AP

Na primeira fila, Uma Thurman, Maya Hawke, Hunter Schafer, Emilia Clarke, Naomi Watts, Luca Guadagnino e Camila Mendes, atriz americana de família brasileira. E Silvia Braz, que abriu ali a agenda da temporada no ano em que completa vinte anos de carreira digital.

Silvia Braz em Milão no dia do desfile Prada
Silvia Braz em Milão, no dia de abertura. Foto: @mouraacarlos | CO Assessoria

Gucci · 25 de setembroA loja como passarela

Demna não montou um cenário. Montou uma loja. No Allianz MiCo, a Gucci ganhou uma boutique inteira, com mármore, banquetas de veludo, estátuas clássicas, provadores, seguranças e produtos à venda, ao som de uma trilha instrumental de elevador. A instalação antecipa o novo conceito de lojas da marca, que estreia em Paris.

No segundo desfile de Demna na casa, o elenco parecia saído de uma sala VIP de Milão: senhoras mais velhas no papel de avós milanesas muito bem casadas, rapazes vestidos como rappers dos anos 2000, Rosie Huntington-Whiteley, Anok Yai, Alex Consani, Candice Swanepoel. As roupas percorreram três arquétipos que o Guardian resumiu como o aristocrata rebelde, o esnobe e o excêntrico: alfaiataria monocromática com memória dos anos 1990 de Tom Ford, silhuetas equestres, fivelas de cavalo em escala gigante, polos de colégio inglês, saias xadrez.

Por trás da vitrine, há uma conta a fechar. A Gucci responde por cerca de metade das vendas da Kering e viu a receita encolher quase pela metade em três anos. Demna definiu o resultado como algo que quer ser visto. A plateia colaborou: Donatella Versace, Cardi B, Edward Norton, Romeo Beckham e Bianca Jagger, de terninho branco, numa citação direta ao próprio casamento, em 1971. Entre os convidados estava também a brasileira Livia Nunes, que Demna conhece desde os tempos de Balenciaga.

Fendi · 23 de setembroRaffaella Carrà no espelho

Na segunda coleção de prêt-à-porter de Maria Grazia Chiuri para a Fendi, a sede romana da casa se transformou numa caixa espelhada, referência ao Mirror Cube de Luciano Fabro e a um programa da televisão italiana de 1974. A trilha trazia Adriano Celentano e Eurodisco. A homenageada era Raffaella Carrà, que Chiuri definiu ao Guardian como uma feminista extraordinária.

Vestidos pretos transparentes, decotes profundos, franjas e boás desfilaram ao lado de reedições com ar de arquivo: as bolsas com tachas douradas e os sapatos com correntes de 2001. A pele apareceu reciclada, o que não impediu um protesto na porta. Para o crítico Alexander Fury, da AnOther, o gesto foi retrabalhar peças com valor, e sobretudo com afeto. Monica Bellucci assistiu da primeira fila.

Bottega Veneta · 26 de setembroO ofício como logotipo

Na terceira coleção de Louise Trotter, a Bottega Veneta desfilou à noite, perto dos Navigli, sobre um tema quase silencioso: a passagem das estações e o despir das silhuetas. O intrecciato apareceu vazado, o couro raspado, o crochê propositalmente imperfeito, a ráfia em primeiro plano. Saias com pompons de plumas, franjas de couro branco sobre trench preto e até fibra de vidro completaram o vocabulário.

“O artesanato é a nossa língua. É o nosso logotipo.”Louise Trotter, ao The Impression

A frase de Trotter resume a casa melhor do que qualquer monograma. O momento mais compartilhado da semana, porém, veio no fim: Kendall Jenner fechou o desfile enquanto Jacob Elordi a fotografava da primeira fila. Tyler, the Creator, Julianne Moore e Solange estavam na mesma sala.

Moschino e DieselUma chegada, uma despedida

A grande estreia da temporada foi a da Moschino. Loris Messina e Simone Rizzo, vindos da Sunnei, assumiram o lugar de Adrian Appiolaza, que deixou a casa em junho, e desfilaram em 25 de setembro. Saias-balão, minissaias com barra bufante turquesa, volumes cor de calêndula, vestidos chocolate com barra de plumas, péplum. Sobre Franco Moschino, a dupla foi clara: a única coisa que levam adiante é o espírito dele. A Vogue Italia resumiu que a ironia vive no conceito.

Na outra ponta, a Diesel fez da despedida uma festa. Glenn Martens, que teve a saída anunciada em 18 de setembro depois de quase seis anos na marca, transformou o último desfile em clube imersivo, com bailarinos do coletivo (La)Horde misturados ao público, denim destruído, trompe-l’oeil e tricô gasto. Renzo Rosso reconheceu que Martens transformou a percepção da marca. Ele segue à frente da Maison Margiela, dentro do mesmo grupo OTB. O sucessor será anunciado mais tarde.

Giorgio Armani · 27 de setembroUm ano depois

O desfile de encerramento pertenceu a quem não estava. Silvana Armani, sobrinha do fundador, e Leo Dell’Orco apresentaram uma coleção chamada Evolution, que parte de um objeto íntimo: o terno de primeira comunhão de Giorgio, de 1942. Uma jaqueta trazia o retrato dele. A paleta ficou no preto, no marfim e no ouro, com silhuetas longas, calças fluidas e corpetes firmes.

E houve uma pequena transgressão, confessada com ternura. Silvana contou ao jornal QN que usou algodão pela primeira vez, um tecido de que o tio não gostava. É assim que uma casa sobrevive ao fundador: obedecendo quase sempre, desobedecendo de vez em quando.

Dias antes, a Emporio Armani trocou o desfile por uma apresentação no Armani/Teatro. O tema foi Traces of Time, com cristais de sal sobre os tecidos e mais de cinquenta tons de cinza. Dell’Orco disse que um ciclo se fecha e que outro, bem mais interessante, se abre. O próximo capítulo já tem nome: Dario Vitale, anunciado em 16 de setembro como diretor criativo da Emporio Armani e dos acessórios Giorgio Armani. No campo dos negócios, a empresa se prepara para negociar uma fatia de 15%, com LVMH, L’Oréal e EssilorLuxottica entre os compradores preferidos, segundo a AP.

Cris Buffara em Milão, dia do desfile Dolce & Gabbana
Cris Buffara na Dolce & Gabbana. Foto: Christian Vierig
Cris Buffara em Milão, dia do desfile Dolce & Gabbana
Cris Buffara em Milão. Foto: Christian Vierig

Dolce & Gabbana · 26 de setembroA Sicília como enxoval

Domenico Dolce e Stefano Gabbana voltaram à ilha de sempre, desta vez tratada como herança guardada em baú: tweed com leopardo, calçolas em xadrez de toalha de mesa, anáguas de renda, capa com capuz em animal print. Lingerie, transparência e alfaiataria estruturada dividiram a passarela com cristais, bordados e crucifixos dourados de proporção generosa. Jennifer Lopez, de terno de veludo, fez a saída virar coro.

A brasileira Cris Buffara, convidada da casa, escolheu um vestido midi de cetim tomara que caia com bustier estruturado e barbatanas de corset à mostra, citação direta da lingerie dos anos 1950. Para ela, a força da coleção está em revisitar os códigos que tornaram a marca reconhecível sem abrir mão de uma leitura contemporânea. “Gosto muito das coleções de Primavera/Verão porque é o momento de analisar o que vai chegar no Brasil futuramente”, disse.

Marni · 24 de setembroOlhar por baixo da superfície

Na segunda coleção de Meryll Rogge, a Marni fez da revelação um método. A casa descreveu o trabalho como um corte na fundação para fazer nascer um futuro, e o levou ao pé da letra: aberturas, forros expostos, superfícies fragmentadas, construções dissecadas que deixam ver o interior. Malhas sem costas, sapatos que revelam a pele, tecidos transparentes. A bolsa Modernista aparece cortada e aberta, a Trunkette ganha forma mais leve, e os bordados são tratados como objet trouvé, retirados de uma peça e aplicados em outra.

A lingerie também passou por lá, com o contorno do sutiã incorporado à roupa. Botões e presilhas cresceram e migraram para o couro e a lã. Vestidos retos em gabardina de seda double-duchesse trouxeram estampas ampliadas de coleções anteriores. As lantejoulas vieram perfuradas com ilhoses, e o pesponto triplo, detalhe industrial, virou sinal de pertencimento. A paleta, loiro, castanho, preto e cinza, lembrava cabelos e pele. O cenário foi feito com o estúdio Formafantasma, e o som, do coletivo DEEWEE.

Na sala ao ladoO resto da semana, em poucas linhas

  • MissoniAlberto Caliri, na casa desde 1998 e diretor criativo desde 2024, deixou o movimento dar o tom. Chevrons e listras que se desfiam até quase dissolver, fios metálicos, paleta de areia, cru e tabaco com aparições de vermelho, amarelo e azul. Um chapéu de abas amassadas e meias grossas com sandálias finas, porque, diz a marca, os acessórios são os errados, claro. Monica Bellucci e Rachel Zegler assistiram.
  • FerragamoMaximilian Davis levou a casa à Triennale e aos anos 1940, com referência a Lee Miller no Egito. Paetês, couro envernizado, croco, chocolate, oliva e escarlate. Anok Yai fechou.
  • Max MaraExploradoras e aviadoras dos anos 1930 e 1940, de Freya Stark a Amelia Earhart. Trench, jaqueta safári de linho e colete cargo em organza.
  • Tod’sMatteo Tamburini montou uma oficina de artesãos em miniatura, fabricando o Gommino e a bolsa Candy diante do público. Katie Holmes e Diane Kruger na plateia.
  • Jil SanderSimone Bellotti abotoou couro até o umbigo e usou azul Klein, vermelho e laranja como pontos de cor sobre cinza e marinho.
  • EtroA coleção HALO tratou o paisley como aura, desbotado pelo sol.
  • Roberto CavalliFausto Puglisi foi a Los Angeles buscar leopardo, zebra e couro vermelho tatuado, e disse estar reagindo a um tempo difícil. Cardi B e Naomi Osaka assistiram.
  • MM6 Maison MargielaUm sapato feito de cinco chinelos e uma saia feita de camiseta. No mesmo desfile, a prévia da colaboração com a Havaianas, que a WAYFARER contou aqui.
  • Onitsuka TigerDividiu a passarela com uma moto conceito da Honda, em amarelo com listras de tigre. A história completa está aqui.

O que ficaAs ideias que atravessaram a semana

A saia como protagonista. Da tese da Prada aos volumes balonê da Moschino, da Bottega Veneta e da Marni, a peça deixou de ser opção para virar argumento.

A lingerie por fora. Sutiãs como top na Prada, transparências na Fendi, corsets e rendas na Dolce & Gabbana, o contorno do sutiã embutido na roupa da Marni. O íntimo virou camada visível.

O ofício como discurso. Bottega Veneta, Tod’s e Marni transformaram o gesto de fazer em espetáculo. Num mercado inseguro, a mão humana voltou a ser o argumento mais convincente.

A exploradora elegante. Max Mara e Ferragamo buscaram nas viajantes dos anos 1930 e 1940 uma utilidade com postura.

O tempo desbotado. Paisley queimado de sol na Etro, cinquenta tons de cinza e sal na Emporio Armani, chevrons que se dissolvem na Missoni. Roupas que parecem já ter vivido.

A memória italiana. Carrà na Fendi, a Milão endinheirada na Gucci, a Sicília de família na Dolce & Gabbana. A Itália olhou para si mesma, e gostou do que viu.

Livia Nunes no desfile Gucci em Milão
Livia Nunes na Gucci. Foto: Divulgação
Cris Buffara no desfile Missoni em Milão
Cris Buffara na Missoni. Foto: Willian Jr/Divulgação
Silvia Braz em Milão durante a semana de moda
Silvia Braz em Milão. Foto: @mouraacarlos | CO Assessoria

Brasil em MilãoDa primeira fila ao showroom

O Brasil esteve em Milão em duas frentes. Na primeira fila, Silvia Braz passou por Prada, Ferragamo, Gucci e The Attico. Cris Buffara assistiu à Missoni, com um conjunto de tricô metálico de arquivo da própria marca, e à Dolce & Gabbana. Livia Nunes foi convidada de Demna na Gucci. Jordanna Maia esteve na Dolce & Gabbana.

No circuito de negócios, a presença foi mais ampla. O projeto Brazilian Sustainable Fashion in Milan, de ApexBrasil, Abit/Texbrasil e Abrimos, levou dez marcas ao Chiostri di San Barnaba, com desfile coletivo em 22 de setembro e showroom nos dois dias seguintes: Alina Amaral, Ana de Jour, Camila Machado Ateliê, Celeste, Ludimila Heringer, Lybethras, Natural Cotton Color, Proposta Verde, Val Valadares e Villa Dharma. Alina Amaral, de Alagoas, mostrou Avesso do Céu, coleção inspirada no sertão.

Entre 24 e 27 de setembro, a feira WHITE Milano, na zona Tortona, recebeu 25 marcas brasileiras pelo programa Fashion Label Brasil, da ApexBrasil com a ABEST. Estavam lá nomes como Melissa, Barbara Müller, que trabalha ourivesaria com resíduos amazônicos em Belém, Gabriela Fiuza, de Fortaleza, e Sage Brazil, além de quatro marcas potiguares levadas pelo Sebrae-RN, entre elas a Villa Dharma, com a renda de bilros de Pirangi. Não é pouco: a Itália já é o segundo destino europeu da moda brasileira, atrás apenas da França.

Primeira filaQuem estava lá

A semana começou com a Vogue World: Milano, na Galleria Vittorio Emanuele II, em quatro atos. Gigi Hadid, Cardi B, Jennifer Lopez, J Balvin e Aryna Sabalenka desfilaram. Anna Wintour, Dakota Johnson, Pamela Anderson, Jason Momoa e Heidi Klum assistiram, e Alicia Keys fechou a noite com Donna Summer. A Vogue destinou 2 milhões de euros à reforma de uma biblioteca no bairro de Quarto Oggiaro. Nem tudo foi aplaudido: os robôs humanoides que dançaram no ato dedicado à inteligência artificial viraram piada nas redes.

Depois, a cidade se dividiu entre salas. Cardi B trocou de roupa seis vezes em quatro dias. Jennifer Lopez foi ovacionada na Dolce & Gabbana. Monica Bellucci passou pela Fendi e pela Missoni. E a imagem que ficou da semana foi a de Jacob Elordi, na primeira fila da Bottega Veneta, fotografando Kendall Jenner no fim do desfile.

Os bastidoresO que se decide longe da passarela

A ausência da Versace diz tanto quanto qualquer desfile. Pieter Mulier assumiu a direção criativa em 1º de julho, e a estreia está prevista para o início de 2027. Na véspera da semana, Donatella Versace anunciou uma marca própria de moda e beleza, em joint venture com a Revolve, começando pela beleza. A Roberto Cavalli segue com Puglisi sob os novos donos, a Marquee Brands.

O pano de fundo é de cautela. A Camera Nazionale della Moda Italiana projeta para 2026 um faturamento de 91,4 bilhões de euros para o setor, queda de 1,6% sobre o ano anterior, sob o peso de tarifas, dólar fraco, China e energia. Carlo Capasa, presidente da entidade, ainda assim chamou esta edição de uma das mais consistentes dos últimos anos. A leitura faz sentido: quando o mercado hesita, as casas voltam ao que sabem fazer.

Milão fez a pergunta mais difícil da temporada e respondeu sem levantar a voz. Numa semana de estreias, despedidas e cadeiras vazias, as casas que falaram mais alto foram as que voltaram ao próprio ofício. A saia da Prada, o couro raspado da Bottega, o algodão que Armani não usaria. O fundador sai da sala. A mão fica.

Semana de Moda de Milão, Primavera/Verão 2027. De 22 a 28 de setembro de 2026, com desfiles presenciais até o dia 27 e programação digital no dia 28. Calendário completo e galerias oficiais em milanofashionweek.cameramoda.it.
Brasil em Milão: Brazilian Sustainable Fashion in Milan (Chiostri di San Barnaba, 22 a 24/09) e WHITE Milano (zona Tortona, 24 a 27/09).
Fontes: Camera Nazionale della Moda Italiana, releases das marcas e das assessorias, AP, AFP, The Guardian, Dazed, AnOther, W Magazine, FashionNetwork, The Impression, QN.

Redação WAYFARER

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