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Genebra testemunha o leilão de relógios mais rentável de todos os tempos

O leilão Decade One da Phillips, em Genebra, somou mais de 83 milhões de dólares, recorde para relógios. Um Patek Philippe ref. 1518 em aço, de 1943, saiu por 17,6 milhões de dólares.

O universo da alta relojoaria viveu um momento histórico em Genebra. A casa Phillips encerrou uma década de conquistas com o evento Decade One: Geneva 2015–2025, que arrecadou mais de 83 milhões de dólares e se consagrou como o leilão de relógios mais lucrativo da história. Sob o comando de Aurel Bacs e Alexandre Ghotbi, a noite celebrou não apenas recordes, mas uma era que transformou a forma como o colecionismo é compreendido.

Ao longo de dois dias, modelos dos séculos XIX, XX e XXI compuseram um catálogo impecável, reunindo nomes lendários como Patek Philippe, Rolex e F.P. Journe. A atmosfera era de celebração e reverência. Aurel Bacs, figura central da Phillips, definiu o momento como um fechamento de ciclo que ainda carrega o entusiasmo dos primeiros dias. “Vivemos cada leilão como se fosse o primeiro”, declarou com emoção. E essa energia foi sentida quando o Patek Philippe ref. 1518 em aço, considerado o “Mona Lisa” dos relógios vintage, ultrapassou todas as expectativas e foi vendido por 17,6 milhões de dólares, estabelecendo um novo recorde mundial.

O modelo, produzido em 1943, é uma raridade absoluta. Apenas quatro exemplares em aço são conhecidos, e sua combinação de elegância e precisão representa o ápice técnico e estético da marca suíça. O segundo destaque da noite também veio da Patek Philippe: um ref. 1518 de 1947, com caixa e mostrador em ouro rosa, que alcançou 4,43 milhões de dólares e reafirmou a mística do modelo como uma das mais desejadas obras-primas da relojoaria.

Entre os independentes, o destaque ficou por conta do F.P. Journe Chronomètre à Résonance Souscription de 2000, arrematado por mais de 4,1 milhões de dólares. O exemplar, número 002 da série, é o único modelo Souscription da marca a chegar ao mercado de leilões, e sua venda simboliza o fortalecimento das manufaturas independentes dentro de um cenário dominado por gigantes históricos.

A Rolex, por sua vez, reafirmou sua presença incontornável. O lendário Daytona “Paul Newman” Ref. 6239 Golden Pagoda, de 1967, foi vendido por 1,34 milhão de dólares, um recorde para sua configuração. Já o Daytona Ref. 6263 Oyster Sotto, de 1971, alcançou 1,72 milhão, confirmando a atemporalidade da marca e seu poder de fascínio entre colecionadores.

Com peças que vão do artesanal ao icônico, o Decade One consolidou a Phillips como referência absoluta no mercado internacional. Mais do que um leilão, o evento foi uma celebração do tempo em todas as suas dimensões, o tempo que passa, o tempo que se mede e o tempo que consagra o talento humano em forma de precisão e beleza.

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