Nota editorial: publicada originalmente em 2020 e atualizada em setembro de 2026.
No raio-x, o que conta é o frasco, não o conteúdo. A regra para líquidos na bagagem de mão em voos internacionais não é nova, mas desde 2025 o Aeroporto de Guarulhos passou a aplicá-la com um rigor que pegou muitos viajantes desprevenidos.
A base é a Resolução nº 515/2019 da ANAC, alinhada aos padrões internacionais de segurança da aviação. Em agosto de 2025, depois de filas e reclamações no Terminal 3, a agência reforçou publicamente as orientações e lembrou que nada havia mudado na norma. O que mudou foi a fiscalização.

A regra: 100 ml, um litro, uma embalagem
Em voos internacionais, todo líquido, gel, creme ou aerossol na bagagem de mão deve estar em frascos de até 100 ml. O limite vale para a capacidade da embalagem, não para o que resta dentro dela: um xampu de 200 ml com apenas um dedo de produto não passa.
Os frascos devem ir juntos numa única embalagem plástica transparente e fechável, com capacidade máxima de um litro e cerca de 20 por 20 centímetros, uma por passageiro, apresentada separadamente na inspeção. O saquinho tipo zip lock é o mais prático, mas não é obrigatório.
Quem precisa seguir
Em Guarulhos, a exigência vale para todos os voos internacionais, para voos domésticos que fazem conexão com rotas internacionais e para voos que operam em terminais internacionais. Quem chega de fora e segue viagem para outro país também passa novamente pela inspeção, e o vinho comprado no free shop do aeroporto de origem pode ter de ser despachado.
Medicamentos e alimentação infantil têm tratamento específico, mas precisam ser apresentados aos agentes na inspeção. Compras em free shop, em sacola lacrada e com comprovante, seguem regras próprias que variam conforme o aeroporto e o país de conexão; na dúvida, vale despachar ou confirmar com a companhia aérea antes de embarcar.
Equipamentos novos, regra igual
Em 2025, o Terminal 3 começou a receber equipamentos de inspeção doados pela TSA, a agência de segurança de transporte dos Estados Unidos, como aparelhos de raio-x de dupla visão e scanners corporais, dentro de uma parceria firmada em 2023. A implantação é gradual e tem como objetivo agilizar as filas. Os novos aparelhos não flexibilizaram o limite de 100 ml.
O conselho, portanto, é o de sempre: frascos pequenos na mão, perfumes e garrafas na mala despachada.
No fim, o viajante experiente reconhece a regra pelo tamanho do frasco antes mesmo de chegar ao raio-x. Cem mililitros, um litro, um saquinho transparente: a disciplina que poupa tempo, filas e perfumes abandonados no balcão.
Redação WAYFARER

