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Classe S completa a volta ao mundo dos 140 anos da Mercedes-Benz

Depois de mais de 50 mil quilômetros por seis continentes, com passagem pelo Brasil, o sedã que define a marca entra na reta final de “140 Years. 140 Places” e volta a Stuttgart em outubro.
Novo Mercedes-Benz Classe S na jornada global 140 Years. 140 Places Novo Mercedes-Benz Classe S na jornada global 140 Years. 140 Places
Foto: Mercedes-Benz / Divulgação

Em 29 de janeiro de 1886, Carl Benz registrou a patente do Patent-Motorwagen, o triciclo que a indústria reconhece como o primeiro automóvel moderno. Cento e quarenta anos depois, no mesmo 29 de janeiro, a Mercedes-Benz apresentou ao mundo o novo Classe S. A coincidência de datas diz muito sobre o lugar que o sedã ocupa na casa: foi ele o carro escolhido para contar a história da marca, e foi ele que a Mercedes colocou na estrada para celebrar o aniversário.

A ação se chama “140 Years. 140 Places”. Logo depois da estreia mundial, três unidades do novo Classe S partiram de Stuttgart para uma viagem de mais de 50 mil quilômetros por seis continentes, com 140 paradas escolhidas para representar capítulos da trajetória da empresa: rotas lendárias, marcos históricos, megacidades. Nesta semana, o comboio entrou na última etapa.

Do Brasil à Escandinávia

O roteiro começou pela Europa, com Suíça, França, Espanha e Bélgica, e cruzou o Atlântico rumo à América do Sul. Brasil, Argentina, Uruguai e Chile vieram antes da América do Norte, da Ásia, da Austrália e da Nova Zelândia. Nos últimos meses, os carros rodaram pela Índia e fizeram a etapa africana, com Quênia, Namíbia e África do Sul. Agora seguem pelo Sudeste Europeu, pelos países bálticos, pela Escandinávia e pelo Reino Unido antes de voltar a Stuttgart, onde a viagem termina em meados de outubro.

Novo Classe S em uma das paradas da ação 140 Years. 140 Places
Foto: Mercedes-Benz / Divulgação

Em cada parada, o Classe S divide espaço com clássicos da marca, carros atuais de produção e modelos das frotas locais. O carro novo aparece ao lado da linhagem que o explica, e clientes, membros dos Mercedes-Benz Clubs e curiosos ganham um motivo para estar ali. Cada continente teve seu próprio apresentador: Karl Shakur conduziu a etapa sul-americana, Callum Mullin a europeia, Benjamin Ortega a norte-americana, Tom Exton a australiana e Tucker Doss a indiana.

Por que o Classe S

Nenhum outro modelo da Mercedes-Benz carrega tanto peso simbólico. O sedã de topo leva o nome Classe S desde 1972 e, a cada geração, funciona como vitrine do que a marca pretende levar ao restante da linha nos anos seguintes, em segurança, conforto e tecnologia embarcada. Dar a volta ao mundo com ele é uma afirmação de posicionamento: aos 140 anos, a Mercedes quer ser lembrada pelo carro que define o seu luxo, e não por um superesportivo ou por um conceito de salão.

Há também uma leitura de mercado. Em boa parte do mundo, os sedãs grandes vêm perdendo espaço para os SUVs, inclusive no segmento de luxo. Colocar o Classe S como protagonista do aniversário é uma forma de dizer que a marca não pretende abrir mão da categoria que construiu a sua reputação.

O que fica

Ações de aniversário costumam se esgotar no próprio evento. Esta tem uma vantagem: manteve o produto em pauta por cerca de nove meses, em dezenas de países, com conteúdo distribuído pela plataforma Mercedes-Benz Community, pelo YouTube e pelas redes oficiais da marca. Para o público brasileiro, a passagem do comboio pelo país nos primeiros meses da jornada deixa uma lembrança concreta: o carro que encerra os 140 anos em Stuttgart também rodou por aqui.

O retorno à cidade fecha o círculo de forma quase literal. Stuttgart, onde a história começou, recebe de volta o carro que a Mercedes escolheu para representá-la, com 50 mil quilômetros no hodômetro e seis continentes no currículo. A celebração funciona porque não depende de nostalgia: olha para trás para justificar o carro que a marca vende hoje.

Fotos: Mercedes-Benz / Divulgação

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