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Caiman abre a Cordilheira, villa privativa no Pantanal

A Caiman abriu a Cordilheira, casa com sete bangalôs e capacidade para dezesseis pessoas, dentro de um refúgio de 53 mil hectares. O projeto é de Lucio Fleury.
Cordilheira, nova villa privativa da Caiman no Pantanal Cordilheira, nova villa privativa da Caiman no Pantanal
Cordilheira, sete bangalôs suspensos sobre a planície

WAYFARER · Viagem

A Caiman abriu a Cordilheira, casa com sete bangalôs e capacidade para dezesseis pessoas, dentro de um refúgio de 53 mil hectares. O projeto é de Lucio Fleury.

No Pantanal, a conta que importa não é de quartos. É de hectares por pessoa.

A Caiman opera um refúgio ecológico de 53 mil hectares em Mato Grosso do Sul. A Cordilheira, sua nova villa privativa, recebe no máximo dezesseis hóspedes por vez. Divida um número pelo outro e chega-se a algo próximo de três mil hectares para cada pessoa que está lá. É esse o produto. O resto é arquitetura.

Arquitetura boa, aliás. Lucio Fleury desenhou a casa suspensa acima da vegetação, numa área de planície com vista para uma mata de cordilheira, formação que dá nome ao lugar. São sete bangalôs de 70 metros quadrados, todos com varanda, ligados a uma sala ampla, bar, sala de ginástica e piscina infinita. A decisão estrutural, elevar tudo do chão, resolve dois problemas de uma vez: a cheia e a distância entre hóspede e bicho.

O Pantanal não precisa de hotel. Precisa de uma casa que saia da frente.

A decoração ficou com Claudia Gelpi, que trabalhou ao lado da família Klabin, fundadora da Caiman, e usou elementos regionais para manter a casa parecida com uma fazenda pantaneira em vez de um resort transplantado. É uma distinção sutil e cara de acertar. Quase todo endereço remoto do Brasil erra exatamente aqui, importando um vocabulário de decoração que poderia estar em qualquer lugar do mundo.

Projeto de Lucio Fleury para a villa Cordilheira, no refúgio ecológico da Caiman
Lucio Fleury, uma casa suspensa acima do verde

Hóspedes da Cordilheira têm guias e veículos próprios, sem compartilhar agenda com o restante da operação. Na prática, isso significa sair quando o animal aparece, e não quando o cronograma permite. Safáris, trilhas e cavalgadas saem da casa. Fotógrafos, famílias com crianças de qualquer idade e grupos pequenos são o público que o formato atende melhor.

Safári na Caiman, refúgio ecológico no Pantanal de Mato Grosso do Sul
Pantanal, guias e veículos próprios saem da casa

Vale dizer o que a Caiman é antes de ser hospedagem. É uma operação de conservação com hóspedes dentro, não o contrário. Os 53 mil hectares existem para proteger fauna e flora, e a casa foi construída na borda dessa lógica, não no centro dela. Quando o modelo funciona, o viajante paga pela manutenção do bioma e recebe acesso a ele. Quando não funciona, vira safári decorativo.

A Cordilheira parece estar do lado certo dessa linha. Sete bangalôs num território desse tamanho é uma densidade que não gera pressão sobre nada.


Dezesseis pessoas, 53 mil hectares. Há endereços que se medem em estrelas. Este se mede em espaço vazio.

Gabriel Silveirado, para a WAYFARER.

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