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Copacabana Palace revela Edifício Piscina em dezembro

Depois de 19 meses de obra, o hotel carioca reabre em dezembro o edifício de 1948 como uma ala composta apenas de suítes, com cinco andares de wellness e um novo bar à beira da piscina.
Edifício Piscina do Copacabana Palace, A Belmond Hotel, Rio de Janeiro Edifício Piscina do Copacabana Palace, A Belmond Hotel, Rio de Janeiro
COPACABANA PALACE, EDIFÍCIO PISCINA REIMAGINADO. FOTO: DIVULGAÇÃO BELMOND

WAYFARER · VIAGEM | RIO DE JANEIRO

Há hotéis que acompanham uma cidade. E há hotéis que marcam o compasso dela. O Copacabana Palace, A Belmond Hotel, faz o segundo desde 1923, e em dezembro de 2026 apresenta o capítulo mais ambicioso desde o centenário: o Edifício Piscina inteiramente renovado, depois de 19 meses de obra sobre o ponto exato onde a vida social do hotel sempre aconteceu.

Erguido em 1948 por Wladimir Alves de Souza como contraponto Art Déco ao palácio eclético de Joseph Gire, o edifício foi pensado desde a origem para estadas longas. Volta agora com a mesma vocação e um novo desenho: uma ala composta exclusivamente de suítes, todas com varanda privativa, a maior parte voltada para a piscina e para a Praia de Copacabana. A renovação leva o hotel a 208 acomodações, 68 delas no Edifício Piscina, e inaugura seis categorias, entre elas a Carioca Suite, cobertura de dois quartos no 11º andar com vista aberta para o Cristo Redentor e o Pão de Açúcar, e suítes de dois quartos com 165 metros quadrados.

Interiores: o Brasil como matéria-prima

A reforma é assinada pelo arquiteto Ivan Rezende, o mesmo que restaurou o teatro do hotel em 2021. Nos interiores, madeira reaproveitada do leito de rios amazônicos, pedras de diferentes regiões do país e mobiliário do modernismo brasileiro, incluindo peças de Sergio Rodrigues, convivem com criações do próprio Rezende. O artista popular Ciro Fernandes assina xilogravuras exclusivas nas salas de estar. O mestre marcheteiro Maqueson Pereira da Silva, vencedor do Prêmio UNESCO de Excelência para o Artesanato da América do Sul em 2024, compõe cenas amazônicas apenas com as cores naturais da madeira. Nos pisos, tapetes tecidos a partir de imagens de satélite do Acre reproduzem os meandros do Rio Juruá, a floresta vista do céu sob os pés de quem acorda.

“Memória e patrimônio caminham lado a lado. Queríamos ampliar a perspectiva para incluir todo o Brasil”, diz Ivan Rezende.

Wellness, bar e uma bússola gastronômica

Cinco andares inteiros são dedicados ao bem-estar: spa, fitness com health bar, estúdio de Pilates, banhos de gelo, sauna infravermelha, salas de vapor e salão de beleza. Onde o Copa sempre ofereceu a noite, passa a oferecer, na mesma medida, a manhã seguinte.

À beira da piscina, redesenhada com curvas que citam o oceano à frente, nasce o Bar do Copa, primeiro bar exclusivo do hotel, com balcão de quase dez metros e coquetelaria brasileira conduzida por Stephano Giglio, da caipirinha ao Rabo de Galo. Ao redor, quatro endereços gastronômicos: o novo restaurante italiano contemporâneo do chef executivo Nello Cassese, a Pérgula de frente para o mar, e o MEE, único pan-asiático do Rio com estrela no Guia Michelin, pelo quinto ano consecutivo. Completa o conjunto uma boutique dedicada ao artesanato brasileiro, com curadoria que inclui os mesmos mestres presentes nas suítes.

Segundo o hotel, as diárias das suítes do Edifício Piscina partem de aproximadamente R$ 6.500, mais impostos. A abertura está marcada para dezembro de 2026. Entre Einstein, Josephine Baker e Ella Fitzgerald, o livro de hóspedes do Copa se renova a cada geração. A partir de dezembro, ganha um motivo a mais para demorar no check-out.

Reservas e acesso: WAYFARER Agency

Gabriel Silveirado, para a WAYFARER.

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