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Fairmont Copacabana: o hotel que devolveu o Posto 6 ao Rio

No antigo Rio Palace, o Fairmont Rio de Janeiro Copacabana deixou de ser novidade para virar referência: piscinas no sexto andar, design dos anos dourados e um clube na areia do Posto 6.
https://www.accorhotels.com/1988

Nota editorial: publicada originalmente em 2019 e atualizada em setembro de 2026.

Há hotéis que inauguram. E há hotéis que devolvem a um endereço aquilo que ele já foi.

Debruçado sobre o Posto 6, no ponto em que Copacabana se curva em direção ao Arpoador e a Ipanema, o Fairmont Rio de Janeiro Copacabana ocupa um dos prédios mais carregados de história da hotelaria carioca. Primeiro hotel da bandeira canadense na América do Sul, hoje parte da Accor, abriu em 2019 e, passados alguns anos, deixou de ser novidade para se tornar referência.

Fachada do Fairmont Copacabana. Crédito: Rômulo Fialdini
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O prédio: memória da Avenida Atlântica

Nas décadas de 1980 e 1990, o edifício funcionou como Rio Palace e disputava com o Copacabana Palace as estrelas internacionais de passagem pela cidade. Mais tarde virou Sofitel, até fechar em 2017 para uma reforma de dois anos. O projeto de interiores, assinado pela arquiteta Patricia Anastassiadis, olha para os anos dourados de Copacabana: curvas, madeira brasileira, mobiliário de designers como Sergio Rodrigues e Zanini de Zanine, e peças desenhadas especialmente para o hotel. Aos fins de semana, o próprio hotel conduz visitas guiadas gratuitas sobre arte e design.

Lobby. Crédito: Rômulo Fialdini
Fairmont Gold Lounge. Crédito: Rômulo Fialdini

O sexto andar: o hotel dentro do hotel

O coração do Fairmont não está no térreo. Está no sexto andar, cerca de 21 metros acima da areia, onde ficam a recepção, as duas piscinas de borda infinita, o bar e o restaurante principal. A piscina da frente encara a praia inteira e o Pão de Açúcar ao fundo; a de trás, mais reservada, recebe o sol da tarde. Entre as duas, um deck de madeira que funciona como a sala de estar do hotel.

Concierge. Crédito: Rômulo Fialdini
Marine Restô. Crédito: Rômulo Fialdini

À mesa: do grill à areia

O Marine Restô, com vista para o mar, serve cozinha brasileira com carnes e frutos do mar na brasa do forno Josper, além do café da manhã. O Spirit Copa, junto à piscina, cuida da coquetelaria e recebe aos domingos a feijoada com samba. No térreo, o Coa Café trabalha com cafés da Fazenda Camocim e promove chá da tarde com piano aos sábados. E na areia do Posto 6, o Tropìk estende o hotel até a praia, com cozinha de inspiração mediterrânea e grega.

Quartos: a varanda como moldura

São 375 quartos e suítes, todos com varanda, em categorias que vão dos quartos de entrada às suítes de dois quartos, com andares Fairmont Gold e lounge exclusivo. Piso de madeira, cabeceiras estofadas desenhadas por Anastassiadis e uma paleta que conversa com a areia e o mar. No Réveillon, as suítes de frente para a praia estão entre os camarotes mais disputados da cidade.

Fairmont Copacabana. Crédito: Rômulo Fialdini
Suíte One Bedroom. Crédito: Tadeu Brunelli
Suíte One Bedroom. Crédito: Tadeu Brunelli
Fairmont Rio de Janeiro
Suíte One Bedroom. Crédito: Tadeu Brunelli
Piscina principal. Crédito: Rômulo Fialdini
Segunda piscina. Crédito: Rômulo Fialdini

Willow Stream: o silêncio no meio da orla

O spa, primeiro Willow Stream do Brasil, tem cinco salas de tratamento, incluindo uma para casais, e uma área de relaxamento para depois das terapias. É o contraponto exato ao ruído da Avenida Atlântica, alguns andares abaixo. A academia completa a estrutura de bem-estar.

Willow Stream Spa. Crédito: Rômulo Fialdini
Willow Stream Spa. Crédito: Rômulo Fialdini

Ficha de serviço

Fairmont Rio de Janeiro Copacabana
Av. Atlântica, 4240, Copacabana, Rio de Janeiro, RJ.
375 quartos e suítes com varanda, duas piscinas de borda infinita, Willow Stream Spa, Marine Restô, Spirit Copa, Coa Café e o clube de praia Tropìk.
fairmont.com

O prédio que um dia foi o Rio Palace voltou a ser o que a esquina do Posto 6 sempre pediu: um lugar de onde se vê a curva inteira da praia, com a calma de quem já não precisa provar nada.

Redação WAYFARER

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