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Philippe Starck transforma paisagem do Alentejo em novo endereço residencial

Há mais de uma década morando em Portugal, Philippe Starck encontrou no Alentejo algo que raramente reencontrava em outros lugares: a sensação de território intacto. Dessa relação com a paisagem nasce ASerra, novo desenvolvimento hoteleiro e residencial em Melides que reúne 22 vilas privadas com preços a partir de 6 milhões de dólares.

“Alentejo foi um choque, é um dos últimos lugares na terra que ainda guarda um sentido de aventura”, diz o designer francês à Robb Report. “Aqui a natureza está em sua plenitude, em sua força máxima; apenas dunas, árvores e o oceano.” Para ASerra, afirma, “tudo começou a partir da terra”.

Renderização de vila projetada por Philippe Starck em Portugal
As vilas de ASerra se apoiam em estruturas de concreto revestidas por madeira e vegetação.

Localizado a cerca de uma hora ao sul de Lisboa, o empreendimento ocupa 210 acres entre florestas de sobreiros, colinas suaves e vegetação nativa. A condução do projeto é de Larfa Properties, com arquitetura do estúdio lisboeta AAVV e design de Starck, concebido para dialogar com a paisagem existente, não para se sobrepor a ela.

Vilas como cabines à deriva na natureza

Essa lógica se manifesta com clareza nas residências. Starck as descreve como “cabines de navio emergindo na natureza”, abrigadas em cascas de concreto e aquecidas por madeira e verde. “Cada vila é uma casa pessoal e profundamente confortável”, afirma. “Para as vilas de ASerra, quis criar ninhos, lugares íntimos onde as pessoas construiriam seu próprio percurso em conexão com a natureza ao redor.”

Um hotel boutique como extensão da comunidade

O projeto inclui ainda um hotel boutique de 25 suítes, restaurante, spa, estúdio criativo, café, piscina e quadras esportivas. Proprietários das vilas terão acesso aos serviços do hotel, entre concierge, manutenção, gastronomia e experiências curadas.

Para Stéphane Delplancq, CEO da Larfa Properties, essa combinação é o cerne do projeto. “ASerra foi criado como um destino vivo, não como um hotel isolado ou um empreendimento residencial independente”, diz. “O hotel traz um padrão de hospitalidade de alto nível, enquanto as vilas estabelecem uma comunidade de longo prazo, conectada ao mesmo lugar e aos mesmos valores.”

Um refúgio pensado para durar

A proposta busca atrair compradores em busca de algo mais discreto que um resort de luxo convencional. Segundo Delplancq, Melides oferece “paisagens protegidas e vastas, privacidade notável, cultura portuguesa autêntica e proximidade com Lisboa, tudo isso em um ambiente que permanece praticamente intocado”.

As vilas são posicionadas como residências de longo prazo, ainda que os proprietários possam optar por um programa de locação hoteleira nos períodos de ausência. As vendas começam este mês, com previsão de recepção de moradores e hóspedes em 2028.

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